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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Neurocirurgiã de SC recebe o título de membro internacional da Academia Americana de Neurocirurgia da Base do Crânio

A médica neurocirurgiã Danielle de Lara (foto), que atua no hospital Santa Isabel em Blumenau, foi aprovada como membro internacional da Academia Americana de Neurocirurgia da Base do Crânio, entidade dos Estados Unidos, que reúne profissionais especializados em cirurgias da Base do Crânio e que tem por objetivo desenvolver novas técnicas e divulgar as inovações para a comunidade médica. Isso significa que ela representará a entidade no Brasil, tendo acesso a pesquisas exclusivas para neurocirurgiões e novidades na área científica.
 
Danielle atua em um dos centros no Brasil que fazem a cirurgia cerebral minimamente invasiva. Ou seja, cirurgias utilizando câmeras de vídeo e pequenas vias de acesso através do nariz ou de pequenas aberturas no crânio, com o objetivo de diminuir a cicatriz cirúrgica e facilitar o período de recuperação. A profissional tem treinamento de dois anos no Departamento de Cirurgia Minimamente Invasiva da Base do Crânio na The Ohio State University Medical Center,  em Ohio, nos Estados Unidos.
Cirurgia cerebral minimamente invasiva
As cirurgias neurológicas e cerebrais evoluíram de forma expressiva, especialmente nos últimos 50 anos. No entanto, o maior desafio persiste em remover o agravo ao cérebro – seja ele um tumor, um aneurisma, entre outros problemas – sem causar novos danos. Com a cirurgia cerebral minimamente invasiva, procedimento relativamente novo no Brasil, o risco diminui drasticamente. “A maior preocupação do neurocirurgião é evitar criar novas sequelas. Neste sentido, a técnica de cirurgia minimamente invasiva vem ajudando cirurgiões e pacientes. Além disso, facilita a recuperação”, aponta a neurocirurgiã.
A especialista alerta que nem toda patologia cerebral pode ser tratada por essa técnica. Um profissional treinado tanto na técnica tradicional, como na minimamente invasiva, poderá sugerir o melhor caminho a seguir em cada caso. Este tipo de cirurgia, na maioria das vezes, é orientada para doenças neurocirúrgicas como hidrocefalia, tumores e aneurismas cerebrais, e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos.
 

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