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quarta-feira, 29 de março de 2017

Fundecitrus passa a monitorar presença de inseto transmissor da pior doença da citricultura em 60% do parque citrícola


Cobertura do sistema de Alerta Fitossanitário abrange 249 mil hectares após entrada de duas novas regiões

O sistema de Alerta Fitossanitário do Fundecitrus - Fundo de Defesa da Citricultura, que monitora a presença de psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor de HLB (huanglongbing/greening), a pior doença que afeta os pomares de laranja, passou a cobrir 61,9% do parque citrícola que engloba municípios de São Paulo e Minas Gerais, principal área produtora de citros do país, após a inclusão de mais duas regiões: Franca e Novo Horizonte, no início deste ano.

 De acordo com o levantamento do Fundecitrus de 2016, o HLB está presente em 16,92% das laranjeiras do parque citrícola e o manejo regional, incentivado pelo Alerta Fitossanitário, é uma das principais medidas de controle da doença.

 O sistema monitora ao todo 249 mil hectares de citros por meio de 27.433 armadilhas amarelas georreferenciadas, em nove regionais: Araraquara, Avaré, Bebedouro, Casa Branca, Frutal, Lins, Santa Cruz do Rio Pardo e as novatas Novo Horizonte e Franca. 

 As novas regiões somam 15.727 hectares, distribuídos em 23 municípios, monitorados com 1.913 armadilhas. A regional de Franca é composta por 11 municípios, sendo oito do estado de São Paulo: Altinópolis, Brodowski, Cristais Paulista, Franca, Igarapava, Jeriquara, Patrocínio Paulista e Pedregulho. E três de Minas Gerais: Claraval, Ibiraci e Jacuí. A cobertura do sistema abrange 100% do total de plantas da região, monitorando 9.869 hectares de citros por meio de 775 armadilhas.

 A regional de Novo Horizonte é composta por 12 municípios: Adolfo, Borborema, Irapuã, Itajobi, Itápolis, Mendonça, Novo Horizonte, Pindorama, Sales, Santa Adélia, Taquaritinga e Ubarana. A ferramenta cobre 20% da área com a presença de 1.158 armadilhas instaladas em 5.858 hectares.
Manejo mais eficiente
O sistema online do Alerta Fitossanitário é abastecido quinzenalmente com informações dos citricultores sobre a população de psilídeos encontrados nas armadilhas de suas propriedades e de dados gerados por armadilhas do próprio Fundecitrus. A partir dessas informações são gerados relatórios que mostram a situação de cada propriedade e das regiões participantes, indicando quais os locais críticos de presença do inseto e onde é necessário fazer o controle.
O Fundecitrus também envia alertas para os cadastrados no sistema informando quando há picos da população de psilídeo e a necessidade de pulverização conjunta em toda a região. “O sistema facilita o manejo regional de HLB que consiste no combate em larga escala feito por vários citricultores ao mesmo tempo, por meio da eliminação de plantas com sintomas da doença, monitoramento e controle de psilídeo”, diz o engenheiro agrônomo do Fundecitrus Ivaldo Sala.
Produtores participantes do monitoramento destacam um melhor controle do inseto após a adesão ao Alerta Fitossanitário. “Não adianta atuar isolado em minha propriedade sem olhar para o entorno e isso se tornou mais fácil e prático com o uso do sistema”, diz Humberto Francisco Nucci, da região de Lins. De acordo com o citricultor Sebastião Zeulli, da regional de Frutal, o recebimento dos alertas tornou o manejo de HLB mais econômico. “Sei qual é o momento certo de realizar as aplicações e o efeito delas dura mais tempo quando todo mundo da região também faz”, afirma.
A participação na ferramenta é gratuita e conta com o apoio das empresas Bayer CropScience, FMC, Koppert e Syngenta.

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