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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Febre por período prolongado pode sersintoma de leishmaniose visceral, alerta médica

O registro de febre durante período prolongado pode ser um sintoma da leishmaniose visceral.
O alerta é de especialista do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) da Santa Casa de Misericórdia de Marília, no sentido de contribuir para a prevenção e diagnóstico precoce da doença.

"O período de incubação da infecção pode ser prolongado, em média de 2 a 3 meses e o sintoma mais comum percebido pelo paciente é a febre com duração de mais de uma semana. A doença também pode apresentar sinais como o aumento do baço e do fígado, muitas vezes perceptíveis no exame médico ou através da realização de ultrassom abdominal", explicou a médica infectologista, Neila Raquel Capelli da Silva (foto).
Anemia, queda do nível de leucócitos (células de defesa) e de plaquetas (que inibem hemorragias) também podem caracterizar a leishmaniose visceral.
A partir do diagnóstico de leishmaniose visceral firmado, então é iniciado o tratamento com antiparasitário, endovenoso e de aplicação diária. A melhora clínica, com desaparecimento da febre costuma acontecer já na primeira semana de uso, porém, para se obter a cura, o tratamento deve ser realizado até o final, com duração total de 20 a 30 dias.
 Apesar de ser um medicamento muito efetivo, existem pessoas que não podem utilizá-lo por apresentarem contraindicações, sobretudo as cardíacas e renais. Nestes casos, outras categorias de remédios são administradas.
A detecção precoce da leishmaniose visceral é imprescindível para o sucesso do tratamento. "O diagnóstico tardio pode afetar órgãos como rins e fígado. Outro risco existente é a aquisição concomitante de infecções até então simples, como amigdalite e otites, mas que, pela deficiência do sistema imunológico causada pela leishmaniose, podem se tornar graves e até levar o paciente à morte. Por esta razão, é fundamental descobrir a doença o quanto antes e iniciar o tratamento", explicou a médica.
Forma cutânea
Outro tipo de leishmaniose que pode ser registrada é a cutânea. Trata-se de doença causada por parasita diferente, da mesma família e que costuma limitar suas manifestações a lesões na pele, normalmente com quadros de menor potencial de gravidade.
No hospital
Neila lembra que é importante os profissionais de hospitais e demais unidades de saúde ficarem atentos quanto aos sintomas que podem caracterizar a leishmaniose visceral, como a febre prolongada e aumento de órgãos como o fígado e o baço. "Esta investigação, se precoce, pode ser fundamental para o sucesso do tratamento".
Mosquito Palha
O mosquito Palha é o transmissor da leishmaniose. Mas diferentemente do Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela, além do inseto, é necessária a presença de um reservatório, no caso os cães domésticos infectados, que são responsáveis pela transmissão do parasita da leishmaniose para o mosquito.
Precauções
A limpeza dos quintais é fundamental para prevenir a zoonose. Recolher as fezes de animais, restos de alimentos e folhas secas é uma dica importante para evitar a procriação do mosquito Palha, que geralmente deposita seus ovos em materiais orgânicos como estes.
 Fonte: Assessoria de Imprensa - www.santacasamarilia.com.br

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