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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Educação Criativa Educar no Século XXI : Uma introdução

Flávio Rodrigo Masson Carvalho Professor do UNIBAVE – Orleans - SC


Acreditando na máxima de Johan Heinrich Pestalozzi: "O amor é o eterno fundamento da educação", e sonhando com uma nova escola, norteada por uma nova concepção educacional, acreditei estar preparado para educar.

Acreditei não, tinha certeza!

E como disse Victor Hugo: "não há nada como um sonho para criar o futuro."

Me sentia preparado para ser o Educador do Século XXI. Tinha o desejo, o amor e o sonho de construir uma nova escola, trabalhando uma nova educação.

Constatei, da maneira mais difícil, que não basta somente a vontade e o amor. É preciso muita formação, preparação, conhecimento, e principalmente muita humildade para reconhecer que é necessário vivenciar um processo de transformação permanente.

Tinha os principais requisitos, o amor e a vontade de educar e fazer a diferença. Faltava agora me capacitar, e para isso, optar por um referencial pedagógico, escolher a metodologia e construir o um novo caminho.

Depois de muito pesquisar, depois de várias leituras, seminários, encontros e discussões, me deparei com a Educação Criativa, com as Escolas Criativas, e um grupo de educadores que interagem por meio de duas redes: a Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC) e a Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC Brasil). Entre sonhos e ações, encontros e reencontros, a os membros das redes, dotados também de muito amor e vontade de fazer a diferença, são educadores que interagem e investem no uso de metodologias articuladas a um paradigma educacional emergente, e com resultados surpreendentes, que é a Educação Criativa.

O estímulo à criatividade acontece a todo instante, em qualquer lugar, ambiente.

Quando se fala de criatividade, talvez possamos pensar que está ligada unicamente aos artistas, às artes. A criatividade, contudo, é uma capacidade inerente a todo ser humano, que pode ser desenvolvida ou reprimida. Por isso, a importância de programas de formação-ação do Educador, quando se estimula uma educação a partir da vida e para a vida, como defendem as Escolas Criativas, pois está em suas mãos o desenvolvimento ou a repressão da criatividade dos educandos. Estimular a criatividade pode e deve ser feita todo instante, e quanto mais usamos nossa mente, mais estímulos teremos. E, quanto mais interagimos, mais se amplia nossa capacidade criativa.

A Educação Criativa, nos dias de hoje, é mais que uma ideia genial para se trabalhar em sala de aula, é uma necessidade. As crianças estão cada vez mais envolvidas com ‘coisas de gente grande’: computador, internet, redes sociais.... Crianças têm, naturalmente, uma capacidade imaginativa muito grande e no seu envolvimento nesse mundo tecnológico, o processo criativo multiplica, como também se amplia a inquietação de educadores frente às novas demandas do entorno escolar.

Como dissemos, a criatividade em sala de aula é uma necessidade cada vez mais ampla e está na pauta de alguns professores no Brasil e exterior. Os que nela investem, além de deixar as aulas menos cansativas, valorizam as fortalezas individuais e coletivas e colaboram para desenvolver potenciais necessários ao desenvolvimento humano e à sustentabilidade de seu entorno.

Nesse interim, o educador exercita a autonomia e amplia sua própria capacidade criativa, transformando suas aulas em momentos de descoberta, tornando-as mais prazerosas e significativas.

Por isso, o educador necessita, ele mesmo, vivenciar as experiências, explorar seu potencial criativo no sentido do bem-comum e desenvolver os va­lores humanos em si mesmo.

O educando precisa aceitar e compreender que Educar é amar. O educador precisa ajudar e ser ajudado, amparar e ser amparado, valorizar e ser valorizado sempre com muita criatividade.

O amor faz com que os educandos cresçam no bem, tornando-se seres conscientes. A formação-ação visualiza e constrói caminhos.

E para finalizar essa breve introdução à Educação Criativa, deixo para refletirmos, o pensamento de Jean-Jacques Rousseau: "O fim último da educação é a preservação da bondade e virtudes naturais do coração humano. Colaboração Profa. Dra. Marlene Zwierewicz marlenezwie@unibave.net

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