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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rede de balanço é alternativa para tratamento de bebês na UTI Neonatal

A Santa Casa de Jales passou a inserir a rede de balanço ou redinhas que é um novo método que visa melhorar a qualidade da recuperação do recém-nascido de acordo com as limitações e particulares de cada um bem como visa a pratica da humanização.
            A rede de balanço consiste em um artefato de tecido ou de malha resistente que são colocadas dentro das incubadoras, no qual o recém-nascido é posicionado adequadamente simulando a postura intrauterina.
 De acordo com a enfermeira assistencial do setor, Juliana Belai, a ideia foi da técnica de enfermagem, Aislaine Yasmin Betteti Machado (foto a esquerda) após relatar uma reportagem sobre a existência dessa técnica em outros hospitais. “A proposta foi muito bem aceita pela equipe médica e todos colaboradores da UTI Neonatal, que juntos avaliaram o desenvolvimento do projeto levando em consideração a comodidade da criança”, destacou Juliana.
 Para a Dr. ª Evelin Cintra Cavenagui (foto), Pediatra e Neonatologista da Santa Casa, esse método alternativo propicia conforto ao bebê, auxilia na melhora do quadro de estresse a que eles são submetidos e promove uma reorganização tônica e comportamental.
“O uso dessa técnica sobretudo é proporcionar uma melhora em alguns fatores que foram prejudicados pela prematuridade, pelo ambiente da unidade ou ainda pelos procedimentos hospitalares”, destacou a profissional.




Alguns recém-nascidos da UTI Neonatal receberam esse tratamento e detectaram boas reações. “Os bebês demonstraram durante a utilização das redinhas a diminuição da irritabilidade, redução de perda de calor e gasto energético, aumentaram o peso, melhoraram o tônus e postura, além de terem recebido estímulos sensorial e tátil”, declarou Dr.ª Evelin.
foto - Rede instalada na incubadora (uma boneca representando como o bebê ficaria acomodado)

A médica ressalva que esse procedimento compete à humanização dentro da UTI Neonatal, que é um processo importante para a melhoria da qualidade no atendimento ao prematuro que estão aliadas a segurança técnica da atuação profissional.
A implantação do método deve ser avaliada pela equipe multiprofissional da unidade neonatal, ocorrendo de forma individual e criteriosa, considerando sempre o quadro clínico do bebê, estabilidade, peso e procedimentos realizados.

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