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sábado, 10 de dezembro de 2016

Melhorias no ensino

Luiz Gonzaga Bertelli*

Há muitos anos se apregoa a necessidade de uma reforma estrutural no ensino público. Os resultados do Brasil no mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) divulgados esta semana comprovam essa tese. Houve queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática, o que também refletiu piora no ranking mundial: o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

Temos um enorme gargalo no ensino médio, que registra altas taxas de evasão e baixo desempenho dos alunos. Isso sem falar num grave equívoco, que é a sobrecarga de matérias obrigatórias na grade curricular, resultando na falta de foco na formação do estudante.

Com as notas baixas do Pisa, permanece a grande preocupação: o país adotará efetivamente uma política educacional que dê prioridade à qualidade do ensino e corrija as distorções e falhas, já sobejamente conhecidas, a começar pela adoção de modernos processos de gestão escolar, adequação dos currículos, melhor remuneração e preparação de professores. Só assim, o ensino médico conseguirá reter os jovens e o Brasil começará a formar novas gerações aptas a brigar competitivamente por postos estratégicos no mercado de trabalho e a garantir a sustentabilidade do desenvolvimento nacional.

Parece que os jovens também entendem isso. Levantamento realizado pelo CIEE revela que 49% dos estudantes são a favor da reforma do ensino médio, tema em discussão na sociedade após a publicação da MP 746/16, que propõe entre outras coisas o ensino em tempo integral e a possibilidade do aluno fazer opções de matérias por áreas do conhecimento. A pesquisa foi respondida por mais de 9,9 mil internautas no site do CIEE, no período de 31/10 a 15/11.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP e do Conselho Diretor do CIEE Nacion

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