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sábado, 10 de setembro de 2016

Suely Franco relembra parcerias de sucesso no Persona em Foco

 
Suely Franco (centro na foto), uma das principais representantes do teatro musical brasileiro, é a Persona em Foco desta terça-feira (13/9). No programa da TV Cultura, ela conversa com as também atrizes Arlete Montenegro e Mayara Magri sobre importantes passagens de sua carreira e recebe homenagens de grandes parceiros dos palcos. Apresentada por Atílio Bari, a edição inédita do Persona em Foco vai ao ar às 23h30.

Atuando, cantando ou dançando, Suely Franco esteve brilhando sob os holofotes desde que fez sua estreia no rádio, aos nove anos. Sua infância no bairro de Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro, e os passos iniciais de sua trajetória artística no teatro amador são lembrados no programa, assim como seu ingresso na faculdade de Direito e os primeiros trabalhos na televisão, como garota propaganda.

Na telinha, passou a atuar também em novelas, onde logo alcançou destaque, sobretudo em produções com foco no público infantil. É o caso, por exemplo, do Sítio do Picapau Amarelo, onde viveu Dona Benta, e de D.P.A – Detetives do Prédio Azul. Mas a atriz mantém viva a lembrança de que nem sempre as coisas foram assim. "Na minha estreia, as crianças saíram todas correndo. Foi a maior decepção da minha vida", revela entre risos ao contar de sua entrada em cena, excessivamente barulhenta.

No Persona Em Foco, a atriz destaca ainda seu papel em O Cravo e a Rosa, novela da TV Globo em que interpretou Dona Mimosa, em uma de suas parcerias bem-sucedidas com Pedro Paulo Rangel. Suely relembra o primeiro beijo entre seus personagens no folhetim e o alvoroço que sucedeu a cena no estúdio: "eu desmaiei! Foi muita emoção...".

No teatro, seu dom para o canto sempre foi um diferencial, fazendo dela uma presença constante em musicais. Entre as peças nas quais atuou estão espetáculos como Somos Irmãs, O Mágico de Oz, Os Saltimbancos, A Capital Federal, Onde Canta o Sabiá e Seis Aulas de Dança em Seis Semanas. Parceiros destes e de outros trabalhos, como Maurício Sherman, Etty Fraser, Otávio Augusto, Pedro Paulo Rangel, Ary Fontoura, Vanessa Gerbelli e Tuca Andrada, relembram momentos que dividiram com Suely, tanto nos palcos, quanto no cotidiano.

Já em relação ao cinema, apesar de integrar elencos como o da comédia Minha Mãe É Uma Peça, a atriz é direta: "antes, eu detestava! Agora, estou ficando mais habituada". Ela se justifica afirmando que, como filmes são feitos normalmente com uma câmera só, é preciso repetir a cena diversas vezes, o que perde o impacto da emoção espontânea. "É muito chato. Só que televisão agora está ficando a mesma coisa".

A atriz, que acaba de se despedir da personagem Paulina, da novela global Êta Mundo Bom!, ressalta ainda como os papeis que interpreta a ensinaram sobre a vida. Para exemplificar, ela fala do laboratório com o elenco da peça Amanhã, Amélia, de manhã. "Eu era muito antiga. Para mim, se a gente casasse, tinha que obedecer ao marido". Quando todos passaram a criticar o comportamento de Amélia, ela se identificou: "Meu Deus! Eu aceito tudo, fico calada e abaixo a cabeça: sim, senhor. Aí eu comecei a mudar. Aí acabou o casamento".

A peça Elza e Fred, em que formava um casal com o ator Umberto Magnani, que faleceu em abril, também é assunto no programa: "nossa peça era melhor do que o filme!", afirma Suely. Por fim, a atriz dá sua opinião sobre o aumento de relacionamentos homoafetivos nas novelas: "eu acho perfeito! É uma coisa que existe em qualquer lugar. Ser cristão é aceitar tudo com amor, porque não é diferente. Gente é gente e a gente tem que ter esse amor por qualquer pessoa", conclui a atriz, aos 76 anos
foto/jair/magri/divulgação

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