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sábado, 13 de agosto de 2016

FOLHAGERAL

da redação


O engenheiro
agrônomo Sérgio Nishimoto desistiu de concorrer na eleição municipal deste ano. Não vai pleitear mais um mandato de vereador em Jales. Ele se elegeu pelo PTB e cumpriu dois mandatos na vereança, nos quais se manteve coerente com os princípios partidários.
Na votação
de cassação do mandato da então prefeita Nice Mistilides (PTB), em fevereiro de 2015, Nishimoto foi leal e votou contra a cassação. Na sua primeira eleição em 2004, obteve 766 votos, mas durante o mandato foi menos atuante do que os eleitores esperavam. Com isso, no pleito de 2008, sua reeleição passou raspando a trave: obteve apenas 296 votos.
Nishimoto,
que é funcionário público municipal em Mesópolis, declara estar desiludido com o atual momento político. Diz que está na hora de abrir espaço para jovens com novos pensamentos políticos. Quem o acompanha – na decisão de não voltar a concorrer ao Legislativo – é o vereador demista Gilberto Alexandre de Moraes.
Não há dúvida,
o momento político brasileiro é crítico em todos os níveis. Os partidos e seus integrantes perderam a confiança do povo. Mudanças necessárias na política e na gestão pública estão emperradas e prejudicam o país, os estados, os municípios. Hora de firmeza e calma.
Novidade

nesta eleição foi informada pelo assessor especial da Presidência do TSE, Alfredo Renan, em reunião com profissionais da imprensa na sede do TSE em Brasília (DF< na segunda-feira 08/08. A partir destas eleições municipais, todas as vezes que o primeiro colocado for cassado haverá nova eleição. Essa nova eleição será direta (candidato escolhido por meio do voto do eleitor), caso ocorra nos primeiros três anos e seis meses do mandato. Mas caso ocorra nos últimos seis meses, a eleição será indireta (candidato escolhido pelo voto dos integrantes da Câmara Municipal).
A campanha
política à prefeitura de Jales dá sinais de esvaziamento sem nem mesmo ter começado. Por isto, o candidato a prefeito terá que passar aos eleitores, durante a campanha eleitoral, razões consistentes para sua aprovação com expressiva votação seu em favor. Porém isso não será suficiente, durante o período administrativo terá que mostrar bons serviços para não cair em desgraça diante da população, marcada por fatos antigos e recentes de promessas seguidas de incertezas e estagnação.
Incertezas
existem mas não é bom iniciar uma jornada atolado nelas. Jales já viveu muitos momentos difíceis, mergulhada em incertezas. Em 1996, Rato foi eleito prefeito com o vice Parini. No meio do mandato se desentenderam e a administração do município ficou estagnada. Em 2000, Guisso foi eleito prefeito mas morreu em novembro de 2001. O vice Caparroz se afastou por motivo de saúde. Jales foi administrada aos trancos por presidentes do Legislativo e depois por Hilário Pupim num mandato tampão até fim de 2004.
Na administração
do petista Parini (2005/2012) o município de Jales conviveu com incertezas na expectativa de uma possível cassação do mandato do prefeito. A população assistiu uma agitação de entra e sai de Parini na Prefeitura, em virtude de liminares nos Tribunais.
Esperanças
fizeram os eleitores jalesenses votar em Nice Mistilides e Pedro Callado no último pleito. Tiveram mais decepções. Houve a cassação de Nice em fevereiro de 2015 e a assunção de Pedro Callado. Jales ficou novamente estagnada num mar batido por ventos contrários. Enquanto isso, outros municípios – como Santa Fé do Sul, Fernandópolis e Votuporanga – prosperavam longe das incertezas.
Alguns tucanos
não conseguiram entender ou compreender o que aconteceu com o seu partido. Existe a perspectiva de vários tucanos deixarem o partido ainda este ano, até o fim do mandato do prefeito tucano. Alegam que o partido está muito submisso para eles se manterem na sigla.
No Senado Federal,
em Brasília DF, esta semana os senadores aprovaram – por 59 votos a 21 – o relatório da comissão especial de impeachment que recomenda o julgamento da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade fiscal. Agora o processo vai para julgamento final, no qual serão necessários 54 votos para o afastamento definitivo da presidente.
Enquanto isso,
manifestantes realizaram passeatas em 11 estados brasileiros contra o presidente em exercício Michel Temer. No entanto, as manifestações foram organizadas pela CUT Central Única dos Trabalhadores e por movimentos sociais ligados ao PT.
O cenário
político federal indica que não existe clima para a volta de Dilma Rousseff ao poder. O Partido dos Trabalhdores, Lula e Dilma tendem a rolar por ladeira abaixo. Já o PMDB e Michel Temer estão sob observação da população brasileira. Os brasileiros aplaudem as Olimpíadas, mas mantêm o ar crítico sobre o presidente e seu partido. E E a Operação Lava Jato ajusta a mira em Deputados e Senadores. Não está nada fácil.

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