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sábado, 6 de agosto de 2016

Cerca de 3 mil mulheres vítimas de violência recebem acolhimento social todos os meses em SP

Levantamento de 2015 do sistema de Registro Mensal de Atendimento (RMA) verificou que em média 3 mil mulheres vítimas de violência receberam atendimento social nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS) no Estado de São Paulo.

Na somatória do ano, foram 36.925 mulheres vítimas de diferentes formas de violência (física, psicológica ou sexual) e faixas etárias. Neste domingo (07/08), a Lei Maria da Penha (nº 11.340) completa dez anos.

Do total de mulheres atendidas, cerca de 7.400 estão na faixa etária entre 0 a 17 anos; 2.300 são idosas – acima de 60 anos; 4.350 têm entre 18 e 59 anos; e 744 estão no grupo de pessoas com deficiência. São vítimas de violência intrafamiliar (física, psicológica ou sexual).

A assistência Social do Estado de São Paulo conta com 41 abrigos institucionais de mulheres. Os serviços recebem R$ 1,8 milhão em cofinanciamento estadual anualmente.

Além de realizar o atendimento social, os CREAS atuam em uma estreita articulação com o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos Tutelares e outras Organizações de Defesa de Direitos, com os demais serviços socioassistenciais e de outras políticas públicas, no intuito de estruturar uma rede efetiva de proteção social.

Os endereços completos estão disponíveis no site http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br.

Aumento de denúncias – O disque denúncia nacional 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres apontou um crescimento de 44,7% no número total de registros relacionados à violência contra a mulher. Foram 76.651 ligações em 2015 e 42.388 em 2014. Em 72% dos casos as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo e em 74% dos casos a violência ocorre com uma frequência muito alta (diária ou semanalmente).

A maioria (70,9%) possui um ou dois filhos/as: em 57,8% dos casos eles presenciaram e em 22,76% também sofreram violência. Outro dado que chama a atenção é em relação à dependência financeira: somente 34,67% das mulheres em situação de violência dependem financeiramente Como denunciar?

As denúncias sobre casos de violência contra a mulher podem ser feitas pelos telefones 181 (disque denúncia do Estado de São Paulo), 100 (disque denúncia nacional) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Todos esses canais de atendimento funcionam 24 horas e garantem sigilo e anonimato. Além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). Endereços disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública http://www.ssp.sp.gov.br/

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, a questão da violência contra a mulher é um fenômeno complexo que atinge mulheres de diferentes idades e classes sociais e precisa ser enfrentado levando em conta todas essas peculiaridades. "São diversos fatores envolvidos como medo, dependência, vergonha. Um grande avanço que a lei trouxe é o entendimento de que é possível romper com o ciclo de violência e qualquer pessoa pode fazer a denúncia", diz.

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