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sábado, 4 de junho de 2016

Infecção no útero proteja-se dela!

 
O útero é um dos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Ele tem como função receber e implantar os embriões e criar contrações para a hora do parto. Mas, assim como as demais partes do corpo ele também adoeci, por meio de infecções.

Este tipo de infecção é causada por vírus e bactérias que atingem o colo do útero ou a parte interna do órgão. As mulheres com vida sexual ativa são as mais diagnosticadas.

"A infecção é decorrente de doenças sexualmente transmissíveis, infecção pelo HPV, contato íntimo sem proteção ou com vários parceiros. Higiene íntima incorreta e infecções vaginais frequentes", explica a Dra Erica Mantelli (foto) ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

A mulher deve procurar por um ginecologista quando, tiver corrimento constante com mau cheiro, sangramento vaginal fora do período menstrual, quando há dor na barriga e desconforto durante ou após a relação sexual. "O acompanhamento anual, com o exame Papanicolau, é sem dúvida muito importante, porque algumas pacientes não vão apresentar nenhum desses sinais, mas estarão com a infecção", ressalta a Dra Erica. Pelo Papanicolau o médico observa o colo do útero e colhe amostras para análise. O exame é simples e fornece um diagnóstico preciso sobre a saúde do órgão.

Tratada no começo, a infecção do útero é simples de cura, mas caso a mulher demore a procurar ajuda ovários, trompas e endométrio também podem ser comprometidos.

"O tratamento é feito com antibióticos, antivirais e em alguns casos anti-inflamatórios. Há casos em que o parceiro também deve fazer o acompanhamento, para eliminar os microrganismos, prevenindo assim a volta da infecção", explica a ginecologista e obstetra.

Caso a alteração tenha relação com materiais que estiveram em contato com a região íntima, esses devem ser suspensos, entretanto, mesmo assim o problema precisa ser acompanhado, para garantir a recuperação ideal do útero.

Este tipo de inflamação dificulta uma gravidez, porém se acontecer durante a gestação não apresenta nenhum risco ao feto caso tratada da forma correta. Fonte - Erica Mantelli ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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