Páginas

sábado, 30 de abril de 2016

Jovem trabalhador

Luiz Gonzaga Bertelli*

Um dos índices perversos que aumenta com a amplitude da crise econômica é o desemprego dos jovens. Até o fim do ano passado, 15% das pessoas de 14 a 24 anos estavam sem emprego no Brasil. A média mundial de 13% mostra que os números apresentados pelo Brasil são preocupantes. A tendência é que esse percentual se eleve, levando-se em conta o agravamento da recessão econômica combinado com o emaranhado político do impeachment.

Em meio a essas instabilidades, comemorou-se neste domingo, 24, o Dia do Jovem Trabalhador, efeméride que ressalta a importância de oportunidades para a juventude no mercado de trabalho. De acordo com a Constituição, os jovens até 16 anos estão proibidos de qualquer tipo de trabalho, exceto na condição de aprendizes, para os maiores de 14 anos. Foi com o objetivo de melhorar a formação profissional dos jovens que o CIEE criou seu programa de aprendizagem e hoje, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Aprendiz Legal capacita quase 80 mil estudantes por todo o país, com a prática na empresa e a formação teórica ministrada pelos instrutores do CIEE em salas de capacitação.

Para comemorar essa importante data, o CIEE programou uma série de atividades nos polos de capacitação das quais os aprendizes serão protagonistas, como peças de teatro, apresentações musicais, palestras, entre outras atividades. Em São José do Rio Preto, por exemplo, foram organizadas palestras para que os jovens discutam temas atuais, como a proliferação do mosquito Aedes aegypt, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Apesar do momento difícil, o Aprendiz Legal continua ampliando seus horizontes e segue como uma alternativa importante para que o jovem adquira experiência laboral e renda, podendo assim se esquivar dos índices preocupantes de desocupação. Além de dar oportunidade para o crescimento profissional às novas gerações, o programa oferece às empresas a oportunidade de cumprir as determinações da Lei da Aprendizagem (n.10.097/2000) que obriga a contratação de cota de aprendizes para as grandes e médias empresas, de acordo com o número de colaboradores.

Empresas que investem na formação de seus próprios talentos contribuem socialmente para a inserção do jovem no mercado de trabalho e colhem resultados positivos, já que a energia e as ideias novas são fundamentais para oxigenar o ambiente e torná-las cada vez mais competitivas.


*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Nenhum comentário:

Postar um comentário