Congresso de Espiritualidade, em sua oitava edição, frisa relação entre saúde e conhecimento pessoal
Através dessa proposta, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) sediou, de 7 a 9 de outubro, a oitava edição do Congresso de Saúde e Espiritualidade de Botucatu. Voltado a profissionais da saúde e comunidade em geral, o evento reuniu especialistas para discussão de temas pertinentes na relação entre o tratamento médico de doenças físicas e o bem-estar holístico (físico e espiritual) do paciente.
Realizado no Salão Nobre da FMB, o evento contou com exposição de aquarelas de participantes do programa de arteterapia desenvolvido na sede da ABAH- Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso-, e momentos artísticos com apresentações musicais, em sua abertura.
Ao ressaltar as maneiras como a medicina evoluiu, o vice-diretor da FMB, prof. José Carlos Peraçoli, salientou que a mesma passou, ao longo dos séculos, do místico para a valorização da pessoa e aceitação da tecnologia. "Hoje podemos ter a reflexão de que a tecnologia veio para ser um auxílio. Esse conhecimento da espiritualidade é importante para que o homem veja a medicina como um todo", frisou.
Para o professor da Faculdade de Medicina/Unesp, Francisco Habermann, o simpósio proporcionou meios para realçar a percepção e conhecimento de profissionais da área da saúde como um todo. "Há a tentativa de renovar o processo de conhecimento interno para os novos tempos que a medicina deve enfrentar", declarou.
Na primeira palestra do congresso, a professora da FMB, Niura Padula, frisou o estudo da interface Saúde e Espiritualidade nas universidades. Já a médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), Vanessa Banin, discorreu sobre o papel da reforma íntima no processo saúde-doença.
Prosseguindo as discussões, no dia 8 foi abordada a importância da espiritualidade no envelhecimento saudável, em palestra com o especialista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Gustavo Mariotti. Na sequência, as implicações da saúde do perispírito – que, segundo a doutrina espírita é o elemento intermediário entre corpo e espírito – em palestra do médico da FMB, Ricardo Cavalcanti.
Também foram tópicos abordados nesse dia, alimentação saudável e espiritualidade, saúde mental; e dualismo corpo e espírito/ contexto ético e cultural, em explanação de Daniel Habermann. Já Carlos Eduardo Tosta, da Universidade de Brasília, propôs uma reflexão do poder curativo do amor. Finalizando o congresso, dia 9, o ponto abordado foi a sobrevivência emocional e sua influência nas relações humanas. Os responsáveis pela palestra foram Lucas da Costa e Marlene Wildemberg, do Grupo Tempo de Ser.A concepção de que a medicina seja uma ciência que une tecnologia com conhecimento humano tem mudado ao longo dos séculos. Ao primar pelo bem-estar físico, emocional e espiritual do enfermo, tanto médicos quanto enfermeiros, além de fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais da saúde passam a observar a importância da espiritualidade dentro das ciências da saúde.
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