A população de Santana da Ponte Pensa, na região de Santa Fé do Sul, amanheceu assustada na quinta-feira (30), com a explosão de um caixa eletrônico por ladrões. Esta é a primeira ação criminosa deste tipo de furto com o uso de dinamite na região de Rio Preto, segundo a polícia. Em outros casos de arrombamento de terminais, os bandidos utilizaram maçaricos.
No ataque ao banco Bradesco da cidade que tem 1,6 mil habitantes (e apenas duas agências bancárias), os ladrões destruíram o terminal e parte do prédio, que fica na região central. De acordo com a polícia, há suspeitas que o grupo tenha utilizado bananas de dinamite, já que a ação é semelhante as registradas na Capital e cidade de grande porte. A detonação do artefato provocou grande destruição no imóvel, que ficou com o teto desabado, além de paredes e colunas de sustentação trincadas.
O cofre interno do compartimento armazenava cerca de R$ 30 mil, segundo a polícia. Parte do valor foi levada. Várias notas de diversos valoresficaram queimadas e espalhadas pelo chão. Por meio da assessoria de imprensa, a direção do Bradesco informou que não comentaria o furto, nem informaria o valor exato levado pelos criminosos.
Investigação
Para o delegado de polícia Higor Vinícius Nogueira Jorge, responsável pela investigação do caso, a atuação ousada foi praticada por integrantes de quadrilha especializada furtos de caixas eletrônicos. "Tudo indica ter sido coisa de profissionais que atuam na Capital e em outros Estados, como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul", disse.
Segundo Nogueira Jorge, o terminal violado não contava com o dispositivo antifurto para manchar as notas com tinta roxa, o que impediria a circulação das cédulas. De acordo com o delegado, após a explosão do caixa, vizinhos viram uma pessoa desconhecida fugir em um carro preto. A investigação segue com base em depoimento de testemunhas e na perícia técnica. Policiais militares disseram que logo após a explosão fizeram buscas aos suspeitos, mas ninguém foi preso. Até o fechamento desta edição, o delegado disse não ter pista dos criminosos.
Pânico
O estrondo produzido pelo explosivo rompeu o silêncio da pacata cidade às 3h. Moradores da avenida Santana, onde está instalado o banco, foram os mais afetados pelo barulho. "A explosão foi tão forte que acordei na hora, sem saber a origem do estrondo", disse o funcionário público Fabrício Pessota, 25 anos. Segundo ele, estilhaços de vidro caíram perto de sua casa - que fica a cerca de 50 metros do banco. Já a moradora Ivone Bochi da Silva, 49, está amedrontada. "Todos da cidade estão apavorados. Nunca houve caso tão grave assim, aqui", disse.
0 comentários:
Postar um comentário