Tromboangeite Obliterante (TAO) - Perigo para fumantes abaixo de 40 anos

A TAO – sigla para Tromboangeite é uma enfermidade vascular não aterosclerótica, de caráter inflamatório (vasculite) que atinge vasos sangüíneos pequenos e médios (veias e artérias) dos membros inferiores e superiores. A incidência em mulheres tem tido aumento expressivo nas últimas três últimas décadas. A doença atinge principalmente usuários de tabaco e a maior incidência em mulheres nos últimos anos pode estar associada ao fato de as mulheres estarem fumando mais.
Diferente da doença arterial obstrutiva aterosclerótica, que acomete mais os idosos, a TAO atinge pessoas em faixa etária inferior e é possível que ocorra em pacientes abaixo de 40 anos.
Embora não seja um fator determinante, mas que em associação a outros hábitos, predisposição genética, alterações de coagulação, disfunção do endotélio – camada mais interna do vaso sangüíneo – ou alterações imunológicas, podem desencadear este mal. O fato é que o uso de tabaco é uma condição bastante influente para o diagnóstico, mas não se sabe exatamente se é o causador ou desencadeador da doença.
O quadro clínico inicia com uma claudicação (dor ao andar ou fazer atividade física) nos pés e/ou mãos que pode evoluir para a panturrilha e/ou braço, conforme o membro afetado. Se o tratamento não for instituído, a doença pode evoluir para lesões gangrenosas (morte do tecido) de pele e dedos podendo levar a amputações.
Segundo o médico radiologista intervencionista, Dr. Henrique Elkis, a arteriografia, exame radiológico realizado para avaliar a circulação arterial, pode auxiliar o diagnóstico. "Nos casos em que a doença já evoluiu para a obstrução dos vasos, levando ao risco de amputações por má circulação do sangue, a radiologia intervencionista pode ser a melhor forma de evitar a perda de membros", informa o especialista.
O radiologista intervencionista consegue tratar o problema sério de forma simples, na maioria das vezes com a técnica da angioplastia com ou sem o implante de stents, que funcionam como canudos que abrem as artérias obstruídas. Diferente da cirurgia convencional, o paciente tem menos tempo de internação e a recuperação é muita mais rápida.
"A eficiência do tratamento só será possível se o paciente não voltar a fumar. Caso isso ocorra, as chances de uma nova inflamação das artérias acontecer é muito alto", conclui o Dr. Henrique Elkis.

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