por José Reis Chaves
Tudo o que Deus cria ou faz, no fim, só pode dar certo. E Ele nos deu o livre-arbítrio que, então, só pode ser um bem para nós, a não ser que nós o usemos para a prática do mal ou pecado. Sim, ele só pode se tornar um mal para nós, se nós usarmos mal a liberdade que ele nos dá. Porém, alguém poderá dizer que, se o mal que fazemos é proveniente de nosso livre-arbítrio, Deus teria alguma culpa pelos males que fazemos, pois, foi Ele que nos criou com o tal de livre-arbítrio. Todavia, repetimos que a culpa pelos males que fazemos é nossa, já que os males são oriundos da nossa vontade ou livre-arbítrio. É que Deus nos deu também a capacidade de sabermos o que é o mal, que devemos evitar, e o que é o bem que devemos fazer. E, assim, a nossa opção pela prática do mal, em vez da opção para a prática do bem, é da nossa inteira responsabilidade. Daí que as crianças somente depois dos seus sete anos, mais ou menos, passam a ser responsáveis pelos erros que cometem, pois, antes dessa idade, geralmente, elas ainda não têm o juízo da razão, para distinguirem bem o bem do mal, o que deve ser evitado.
E sobre o que é bem e o que é mal, vem muito à nossa mente o fator muito importante das religiões das pessoas. De fato, geralmente, as religiões têm uma importância muito especial ao orientarem seus fiéis sobre o que é certo e o que é errado ou pecado e que, por isso, elas devem evitá-lo. Mas as religiões, às vezes, cometem erros em seus ensinamentos, principalmente, quanto aos exageros deles. E qual religião que não tem erros?
Eu digo muito que todas as religiões têm verdades e erros. E, de acordo com a evolução da filosofia e da teologia delas, elas corrigem seus erros doutrinários, eliminando uns e acrescentando algumas ideias novas a outras doutrinas, amenizando-as ou aperfeiçoando-as. Por exemplo, a Igreja Católica Apostólica Romana, que é a que tem o maior número de adeptos, tem corrigido, discretamente, alguns de seus erros, agindo assim, para não chocar parte de seus fiéis mais apegados a certas doutrinas e práticas religiosas e ritualísticas. E, assim, depois do Concílio Vaticano II (1963-65), ela já corrigiu vários de seus erros e, inclusive, ela se tornou mais ecumênica e, principalmente, parou de atacar as outras religiões. Para saber mais sobre o assunto desta coluna, recomendo o livro “Assuma as Rédeas de Sua Vida”, de Caruso Samel, Editora Racionalismo Cristão, São Paulo, SP.
E termino essa matéria, dizendo que só devemos usar o nosso livre-arbítrio, para a prática do bem.
PS: Com este colunista “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior, Palestras e entrevistas em TVs e vídeos no YouTube e Facebook. Seus livros estão também na Amazon, inclusive, os em Inglês, e a tradução da Bíblia do Grego (Novo Testamento.) para o Português e que está sendo vertida para o Inglês nos Estados Unidos, por ser fiel aos seus textos originais gregos. Na TV Mundo Maior: "Presença Espírita na Bíblia" com José Reis Chaves. Coluna espírita semanal no diário O TEMPO, de Belo Horizonte, de José Reis Chaves: www.otempo.com.br jornalista e escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos. É professor de português e literatura formado na PUC Minas, e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.

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