Dia do Engenheiro de Alimentos: tecnologia que transforma o setor produtivo


Da escolha das matérias-primas ao controle de qualidade, profissionais aplicam ciência e tecnologia para tornar a produção mais segura e eficiente


Nesta sexta-feira (16/10) é comemorado o Dia do Engenheiro de Alimentos. Celebrada na mesma data do Dia Mundial da Alimentação, a efeméride destaca a atuação de uma categoria que reúne 2.220 profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), sendo sua maioria (1.536) mulheres, presentes desde o campo até os laboratórios e indústrias paulistas.


A trajetória dos insumos abrange um fluxo técnico minucioso. A etapa inicial foca na seleção da matéria-prima, no pré-processamento, na higienização e no transporte adequado.Na fase industrial, a Engenharia estabelece parâmetros de temperatura, tempo, pressão e preservação, permitindo o fornecimento em larga escala com padronização sanitária.
 


Créditos: divulgação


Para a engenheira de alimentos, docente, pesquisadora e conselheira do Crea-SP pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de São José do Rio Preto, Dra. Ana Lúcia Barretto Penna, a data fortalece a identidade da categoria. “A comemoração conjunta com o Dia Mundial da Alimentação promove a aproximação entre profissionais, universidades, empresas e estudantes, mostrando à sociedade que sustentar o futuro exige ciência, responsabilidade e Engenharia. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade a uma carreira estratégica para a saúde pública e a economia”, destaca Ana.
 

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Complementando essa visão, a engenheira de alimentos Ana Gabi Rosa, que empreende no setor e trabalha com inovação, lembra que a presença técnica na rotina muitas vezes passa despercebida. “Praticamente todos os itens nas prateleiras dos supermercados contam com Engenharia por trás. As pessoas raramente param para pensar em tudo o que precisou acontecer para um produto ter determinada consistência, sabor ou durabilidade. Nosso papel é justamente transformar esse conhecimento científico em algo prático que faça parte do cotidiano das famílias, unindo eficiência, qualidade e responsabilidade”, ressalta Ana Gabi.


A trajetória dos insumos abrange uma cadeia detalhada. Tudo começa no campo com a seleção de matérias-primas, higienização, manejo adequado e controle logístico. Na indústria, a Engenharia estabelece parâmetros rigorosos de temperatura, tempo, pressão e processos de conservação que garantem a padronização e o cumprimento das normas sanitárias.


Ao detalhar as exigências deste ciclo, a conselheira do Crea-SP explica como a atuação profissional se traduz em soluções concretas. “O consumidor enxerga o produto pronto na mesa; o engenheiro de alimentos enxerga todo o caminho necessário para fazê-lo chegar até ali. Durante a industrialização, definimos condições de fermentação, secagem e refrigeração para obter um alimento estável, nutritivo e acessível, que atenda às exigências dos órgãos de fiscalização e às novas demandas de consumo por itens mais saudáveis e sustentáveis”.


A garantia da integridade das mercadorias é um dos pilares dessa atividade, assegurando o consumo sem riscos. Rosa reforça que o rigor técnico nos métodos tem um impacto direto no bem-estar da sociedade. “A segurança dos alimentos não acontece por acaso. Existe muito estudo, planejamento e controle de boas práticas para que possamos consumir uma refeição com tranquilidade. Por trás de cada norma ou processo, existem pessoas e famílias. É gratificante saber que o nosso trabalho impacta positivamente a vida de tantas pessoas”, pontua a engenheira


Além da rotina fabril, a formação multidisciplinar da categoria, que abrange conhecimentos da Engenharia Química, Engenharia Agrícola, nutrição e gestão, abre um leque diversificado de oportunidades no Estado de São Paulo. Os profissionais atuam em auditorias, logística, consultorias regulatórias, desenvolvimento de embalagens, pesquisa de diferentes ingredientes, inteligência artificial aplicada à rastreabilidade e criação de novos negócios.


Ao projetar o futuro da carreira, a Dra. Ana Lúcia enfatiza a contribuição socioambiental do setor. “A Engenharia de Alimentos transforma conhecimento em soluções estratégicas. Nosso exercício contribui simultaneamente para a saúde da população, a redução do desperdício de insumos, o aumento da eficiência industrial e a preservação dos recursos naturais”, conclui Ana Lúcia.


Sobre o Crea-SP - Criada há 92 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades dos profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências. O Crea-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 380 mil profissionais registrados e mais de 110 mil empresas registradas.

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