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Casa Museu Ema Klabin tem exposição literária, série online de performances, música e Bazar da Cidade em outubro

Grupo Batucada JB Celebration se apresentará no Kleztival 2026. Foto: Ilan Dayan
 



Exposição Habitar São Paulo: relatos femininos segue  em cartaz até 1º de novembro; programação de outubro inclui oficinas literárias, feira de design e artesanato, performances com poetas periféricas, além de apresentações do CoralUSP, Guri de SP e a 17ª edição do Kleztival

A Casa Museu Ema Klabin prorrogou até 1º de novembro a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, que reúne textos e fotos raras de dez escritoras sobre diferentes formas de viver e morar na cidade. Entre as escritoras presentes na exposição estão Zélia Gattai, Gilda de Mello e Souza, Rita Lee, Paula Fábrio, Giovana Madalosso, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra e Luísa Marilac, além de relatos de Prudence Kalambay. 


A mostra, que ocupa os ambientes da casa museu junto à exposição de longa duração, é também o ponto de partida para uma série de atividades. A programação de outubro começa já no dia 2, com a estreia de uma série de vídeos com apresentações de poetas periféricas da coletânea Espelhos da Quebrada, realizada pela Grandir Lab. Jéssica Chrispim, Larissa Cordeiro, Maré, Matriarcak e Naiá Curumim performam sua arte de maneira livre pela casa museu e relatam suas experiências e nuances sobre morar na capital paulista. Os vídeos da série Habitar São Paulo por Espelhos da Quebrada serão publicados às sextas-feiras de outubro, às 19h, no canal @CasaMuseuEmaKlabin no YouTube.


Nos dias 3 e 10 de outubro, a artista visual e arte-educadora Lucimar Bello conduz, presencialmente, a oficina Palavras andarilhas: construindo bibliotecas íntimas. Em dois encontros, os participantes criarão pequenos livros a partir de palavras pesquisadas na biblioteca de Ema Klabin, formando ao final uma biblioteca coletiva em miniatura.


Casa Museu Ema Klabin apresenta exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, que reúne textos e fotos de dez escritoras sobre diferentes formas de viver e morar na cidade. Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin.


No dia 10, a escritora Helena Silvestre, autora de Quem me dera quedas d’água, realiza uma oficina de escrita a partir de sua própria produção e de autoras como Virginia Woolf, Gloria Anzaldúa, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo.


A literatura volta à programação no dia 17, quando Helena Silvestre participa, ao lado de Paula Fábrio e Giovana Madalosso, da conversa A casa como personagem. O encontro parte das obras das três autoras para refletir sobre os diferentes contextos e narrativas que permeiam o habitar São Paulo, evidenciando a pluralidade de vivências que a linguagem do morar traduz.


No dia 24, a oficina Habitar a casa através da palavra, com Livia Maria Orsati Clara, encerra o ciclo de atividades diretamente relacionado à exposição temporária. A proposta é trabalhar a casa como espaço físico, afetivo e simbólico, transformando memórias e experiências pessoais em matéria literária. 


Música ocupa a programação

A música também terá espaço na programação cultural de outubro, com quatro apresentações de diferentes formações e repertórios.


No dia 3, o CoralUSP apresenta dois espetáculos na casa museu. Pela manhã, às 11h, o Grupo 12 em Ponto apresenta o Clube da Esquina em cena com canções de Milton Nascimento e Lô Borges em uma montagem que combina canto coral e elementos cênicos. Às 17h, o Grupo Andante apresenta Mátria, espetáculo que percorre cantos tradicionais ameríndios, a música coral europeia, cantos de candomblé e o que denominam “Brasil sincrético”, apresentando alguns dos frutos da mistura dessas ancestralidade.


Uma semana depois, no dia 11, a Orquestra de Cordas do Guri de São Paulo, formada por estudantes de 11 a 18 anos, apresenta obras que vão do período barroco à música moderna e contemporânea, incluindo peças de Purcell, Vivaldi, Ernst Mahle e Nadia Boulanger.


O principal destaque musical do mês é o Kleztival – Festival Internacional de Música Judaica, que chega à sua 17ª edição no dia 24 de outubro, em parceria com o Instituto da Música Judaica Brasil. A programação reúne a cantora e etnomusicóloga Judith Cohen, o Trio InCanto e o grupo Batucada JB Celebration. A apresentação do Batucada propõe novos arranjos para temas tradicionais da música judaica a partir de ritmos brasileiros, como samba, ijexá e frevo.


Bazar da Cidade volta ao jardim

Nos dias 17 e 18 de outubro, o jardim da casa museu recebe mais uma edição do Bazar da Cidade, com expositores de artesanato, design e moda. A seleção reúne pequenos produtores e criadores de diferentes regiões do país, além de opções gastronômicas brasileiras e internacionais.


Arte e educação nos espaços em disputa

A programação de outubro inclui ainda o Bate-Papo em casa, uma conversa online organizada pelos núcleos educativos da Casa Museu Ema Klabin (São Paulo) e da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), que no dia 23 recebe o Museu Baldio, projeto colaborativo e itinerante de Alvorada (RS). O artista multimídia Marcelo Chardosim participa da conversa sobre arte, educação, território, ecologia e memória, em transmissão pelo YouTube da Casa Museu Ema Klabin.


Serviço

Casa Museu Ema Klabin

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo – SP

Habitar São Paulo: relatos femininos

Visitação: até 1º de novembro de 2026

R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Gratuito para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.


3/10 – sábado

11h – Clube da Esquina em cena, Grupo 12 em Ponto CoralUSP-  100 vagas por ordem de chegada – Entrada franca  

11h – Palavras andarilhas: construindo bibliotecas íntimas - R$ 10 -30 vagas por ordem de inscrição no site                                                                            14h30 - Oficina de escrita a partir da exposição Habitar São Paulo: relatos femininos R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)- 20 vagas por ordem de inscrição 

 17h – Mátria, Grupo Andante CoralUSP  -  100 vagas por ordem de chegada – Entrada franca     

                                                                                  

10/10 – sábado

11h – Palavras andarilhas: construindo bibliotecas íntimas - R$ 10 - 30 vagas por ordem de inscrição no site        

14h30 – Oficina de escrita com Helena Silvestre - gratuito, com sugestão de contribuição voluntária - 30 vagas por ordem de inscrição


11/10 – domingo

11h – Orquestra de Cordas do Guri de São Paulo -  100 vagas por ordem de chegada – Entrada franca    

                                                                                   

17/10 – sábado

11h – A casa como personagem: conversa com as escritoras Paula Fábrio, Giovana Madalosso e Helena Silvestre- R$ 10 - 35 vagas por ordem de inscrição no site          

11h às 20h – Bazar da Cidade – entrada franca                                                     14h30 - Oficina de escrita a partir da exposição Habitar São Paulo: relatos femininos R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)- 20 vagas por ordem de inscrição                                                                                                                                

18/10 – domingo

11h às 19h – Bazar da Cidade – entrada franca


23/10 – sexta-feira

15h – Bate-Papo em casa: Arte e educação nos espaços em disputa

Transmissão pelo YouTube da Casa Museu Ema Klabin


24/10 – sábado

10h – Habitar a casa através da palavra- R$ 10 - 30 vagas por ordem de inscrição no site                     

16h – 17º Kleztival – Festival Internacional de Música Judaica-  100 vagas por ordem de chegada – Entrada franca         

                                                                              

31/10 – sábado

14h30 - Oficina de escrita a partir da exposição Habitar São Paulo: relatos femininos R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) - 20 vagas por ordem de inscrição

emaklabin.org.br


Sobre a Casa Museu Ema Klabin:

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon/ Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

 

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

 

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

 

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Cristina Aguilera

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