*José Renato Nalini
O Brasil precisa avançar na
transição energética, valendo-se de seu protagonismo em relação às fontes
energéticas limpas. São Paulo enfrentará dentro em breve fenômenos que nunca
experimentou, como ciclones, de acordo com estudos do IEA – Instituto de
Estudos Avançados da USP. Tudo resulta do aquecimento global e as ondas de
calor se intensificam diante do desmatamento e densa ocupação do solo para a
edificação de milhares de novos edifícios.
Acrescente-se a emissão dos veículos
abastecidos com os combustíveis fósseis e teremos o cenário ideal para as
catástrofes. Por isso, a utilização da energia elétrica é essencial. E o
sistema BESS de abastecimento de eletricidade funciona de forma eficiente no mundo
inteiro e na vanguarda está nossa amiga a China.
De acordo com a BlombergNEF, os BESS
chineses custam 73 dólares por kilowatt-hora, contra uma média de 177 dólares
dos europeus e 210 dólares dos americanos. Não há dúvida de que se deve
preferir a China, até por motivos econômicos.
Porém, é urgente fazer com que o
Brasil consiga também a tecnologia chinesa, para poder aparelhar nosso parque
industrial, a fim de torná-lo menos dependente das importações e também
propiciar a juventude para um mercado de trabalho muito atraente e necessário
para a dignidade profissional das novas gerações.
Por enquanto, não há se falar em
outra opção que não a chinesa. Pois além de a China ser polo global de
manufatura para tecnologias de transição energética, provida da maior
capacidade de produção e menores custos para sistemas de armazenamento de
energia em baterias, sua capacidade financeira é inigualável. A TBEA, maior
fabricante de transformadores de alta tensão da China faturou 96 bilhões de
yuans, o equivalente a 72 bilhões de reais, em 2024. Quase o dobro da WEG, uma
das empresas que mais faturam no Brasil.
A parceria com a China também
oferece a vantagem de se tratar com um país que leva as mudanças climáticas a
sério e que realizou magnífica revolução do bem para a qualidade de vida de seu
povo, em pouquíssimas décadas.
*José
Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e
Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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