Deus não condena e nem absolve ninguém

 


por José Reis Chaves

Deus criou suas leis morais, mas nós é que as manipulamos. É como a energia elétrica que não foi criada por nós, mas nós convivemos com ela e a manipulamos. Se a economizamos, a conta vem baixa. Caso contrário, a conta vem alta.

 Quem desobedece a uma lei moral divina, sofre as consequências de dor ou sofrimento. Se obedecemos a elas, somos gratificados. Trata-se da conhecida lei de causa e efeito de Deus e que está na Bíblia e, geralmente, em todas as outras escrituras sagradas. E ela é muito conhecida por este texto bíblico: “Colhemos o que semeamos”. (Gálatas 6: 7).  E a Bíblia o confirma também em outras passagens. Cito duas delas: “A cada um será dado segundo suas obras.” (São Mateus 16:27; e Apocalipse 22: 12).

Na nossa cultura judaico-cristã, fomos educados com a ideia de que Deus nos ama com amor infinito, mas, geralmente, nos é dado também o ensino de que temos que ter muito cuidado com Deus, para nós não cairmos na desgraça de sermos condenados por Ele ao tal de Inferno sem fim, o que está errado, pois o amor infinito de Deus para conosco não o permite. Realmente, Deus não condena ninguém, porque, repetimos de novo, é a Lei de Causa e Efeito que funciona e mesmo, também, poque não é Ele que sofre com os nossos pecados, já que Ele é como que vacinado contra qualquer tipo de mal. Quem sofre com os nossos pecados são as vítimas deles e os próprios autores dos pecados, pois, já vimos que vamos colher o que plantarmos. E, para ficar bem clara essa questão, vou dar um exemplo do que estamos dizendo. O Sétimo Mandamento do Decálogo proíbe o roubo ou a posse indevida de um bem alheio. E eis o exemplo. Suponhamos que eu esteja andando por uma rua, e uns dez ou quinze passos na minha frente, vai uma senhora que está enfiando uma de suas mãos no bolso de sua calça. E, de repente, ela não percebeu, mas eu vi que caiu no chão uma nota dela de cem reais, e eu, ao invés de gritar com ela, dizendo-lhe que ela estava perdendo a nota, fico calado e deixando-a se distanciar de mim, apanho a nota, e fico com ela para mim. Isso é um pecado grave, pois segundo a Teologia Católica, cem reais dão, mais ou menos, para uma pessoa pagar suas despesas de um dia. Deus ama a dona que perdeu a nota e a mim também com amor infinito, e não quer, pois, que ela sofra e eu tenha também o sofrimento de colher o que plantei. Daí, então, a proibição do Decálogo. Sim, porque Deus não quer o mal da dona perdedora nem o para mim, também, da colheita, uma vez que ama a nós dois com amor infinito.

 PS: Com este colunista, José Reis Chaves, professor de Português e Literatura pela PUCMG aposentado, “O Espiritismo na TV Mundo Maior e palestras e entrevistas em TVs (Youtube e Facebook). Seus livros estão, também, na Amazon, inclusive, os em Inglês, e a tradução da Bíblia (Novo Testamento). Contatos jreischaves@gmail.com e contato@ editorachicoxavier.com.br

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