Segurança condominial entra na era da inteligência




Andre Mario*

O mercado condominial tem passado por uma grande transformação no país. Especialmente nas grandes cidades, a portaria remota ou portaria virtual vem substituindo o capital humano. A economia de custos e passivos trabalhistas motivaram essa mudança em curso. Moradores logo se adaptam, contudo, essa transformação digital traz o desafio de unir a eficiência à segurança, não apenas contra roubos, mas pensada também contra incêndios. A figura do zelador atento deixa de existir e é aí que a vigilância ganha mais uma mão da tecnologia, por meio dos alarmes de incêndio sem fio. Essa integração protege vidas e reduz custos operacionais sem a necessidade de grandes reformas estruturais.

Cada vez mais, assim, a tecnologia assume o papel de guardiã total da edificação, especialmente em situações de sinistro. Tradicionalmente, os sistemas de detecção de fogo dependiam de quilômetros de cabos embutidos nas construções. Hoje, os dispositivos com comunicação via radiofrequência ou rede sem fio revolucionam essa lógica, não só pelo fato de não mais precisar alterar a arquitetura original do edifício, como também pelo fato de os dados de cada sensor responder de maneira muito mais rápida e inteligente, permitindo um alcance robusto no atendimento à segurança.

O ponto central da inovação é a comunicação direta entre o alarme de incêndio e o software de controle de acesso da portaria remota. Assim, quando um detector capta fumaça ou o botão de pânico é acionado, o sistema inteligente destrava automaticamente todos os portões de saída e rotas de fuga.

Simultaneamente, o alerta chega em segundos à central de monitoramento externa, que aciona imediatamente o Corpo de Bombeiros, garantindo uma resposta rápida no local.

Edifícios residenciais ou comerciais que escolham a portaria remota como controle de acesso podem e devem buscar redução de despesas nessa transformação.

Contudo, jamais negligenciar com a segurança da edificação. Se a tecnologia pode substituir a ação humana em certas atividades, a inovação em conceitos de segurança deve, igualmente, fazer parte desse planejamento. Os alarmes de incêndio estão contemplados nesse conceito de inovação e merecem dos gestores a devida atenção. De perto ou de longe, a segurança de todos que ali habitam, circulam ou trabalham sempre deve ser priorizada.

*Andre Mario é CEO da Wi Fire sistema de alarme wireless com 14 anos de mercado. Economista formado pela USP, com MBA em Finanças

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