Principal causa de cegueira reversível no mundo, a doença ocular se caracteriza pela opacidade do cristalino. Avanços tecnológicos garantem intervenções rápidas e seguras, como a da apresentadora Regina Volpato
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A campanha do Agosto Cinza, mês dedicado à conscientização e prevenção da catarata, reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da principal causa de cegueira tratável no mundo. Provocada prioritariamente pelo envelhecimento natural dos olhos, a condição atinge a lente interna do globo ocular, o cristalino, tornando-a opaca e comprometendo progressivamente a nitidez da visão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), todas as pessoas vão desenvolver algum grau de catarata se viverem o suficiente.
Mas embora o avanço da idade seja o fator que mais contribui para o surgimento da doença ocular, a faixa etária de início pode variar. Dr. Horácio Jodai, médico especialista em catarata do H.Olhos, afirma que “a condição é mais frequente a partir dos 55 anos, mas não é raro algumas pessoas serem diagnosticadas aos 40 anos, de forma precoce, sem qualquer motivo aparente. Entre as causas menos comuns estão trauma ocular, inflamação intraocular, uso prolongado de medicamentos com corticoide e cirurgia prévia no fundo do olho”.
Sinais de alerta e diagnóstico
A catarata não costuma provocar dor ou vermelhidão externa em estágios iniciais. “Os sintomas se manifestam diretamente na qualidade visual. O paciente sente como se olhasse através de um vidro sujo ou nevoeiro, mesmo quando usa óculos com a graduação atualizada. Outros indícios frequentes são a sensibilidade à luz e a percepção de halos ao redor de lâmpadas à noite”, explica o oftalmologista. “Se a catarata estiver muito avançada, pode-se notar a presença de uma mancha esbranquiçada na pupila, o que denota a opacificação total do cristalino”, complementa.
Avanço cirúrgico e o fim do conceito de "catarata madura"
A remoção e substituição do cristalino por uma lente artificial é o único tratamento comprovadamente eficaz. O cenário atual prioriza a indicação precoce, ao contrário de condutas médicas do passado, quando se recomendava aguardar a catarata "amadurecer" (ficar densa) para intervir. “Hoje, a cirurgia é recomendada quando a catarata já provoca piora na qualidade visual do paciente, ainda que não esteja tão densa. Diferentemente de anos atrás, o avanço tecnológico e de técnicas cirúrgicas permite um tratamento muito mais precoce e seguro”, destaca o Dr. Horácio Jodai.
O procedimento moderno utiliza a técnica de facoemulsificação. O especialista esclarece que “por meio de incisões microscópicas, o cristalino opaco é fragmentado, aspirado e substituído por uma lente intraocular artificial personalizada. Essa intervenção também permite corrigir erros refrativos preexistentes, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia (vista cansada), reduzindo ou eliminando o uso de óculos. É uma cirurgia rápida e segura, feita com o uso de colírios anestésicos”.
Da insegurança à autonomia: a experiência de quem operou
Para os pacientes, a precisão da técnica e o suporte hospitalar transformam o receio inicial em alívio imediato. Foi a experiência vivida pela jornalista e apresentadora Regina Volpato, submetida recentemente ao procedimento realizado pelo Dr. Horácio Jodai, no H.Olhos. “A cirurgia foi muito tranquila e rápida, sem a necessidade de um preparo complicado. Cheguei muito segura porque o médico sempre transmitiu firmeza e serenidade, sendo que a melhora na visão foi praticamente imediata”, relata.
A paciente conta que a recuperação transcorreu sem dores. “Na primeira noite, achei que poderia sentir algum desconforto, mas não senti absolutamente nada. Tive apenas um pouco de sensibilidade à luz nos dias seguintes devido ao ressecamento ocular, intensificado também pela menopausa, mas que foi 100% controlado com o uso correto dos colírios indicados.”
Além da recuperação visual, o impacto na qualidade de vida e na realização de tarefas cotidianas simples foi o ponto alto do tratamento. “O mais impressionante foi perceber a diferença no dia a dia. Não precisar mais usar óculos o tempo todo foi uma libertação. Conseguir entrar no chuveiro e finalmente distinguir o frasco do shampoo do condicionador sem óculos parece um detalhe bobo, mas fazia uma falta imensa. Foi uma experiência muito mais simples do que eu imaginava e uma das melhores decisões que tomei este ano”, conclui.
Para garantir o diagnóstico precoce da catarata é fundamental realizar consultas e exames oftalmológicos com regularidade. A identificação da doença ocular na fase inicial reduz o risco de complicações oculares e garante a preservação da autonomia para realizar atividades diárias como ler, caminhar com segurança, dirigir, reconhecer pessoas e enxergar todos os detalhes do ambiente, seja dia ou noite.
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