FOLHAGERAL: Jales funcionava, na prática, como uma “capital política” informal da microrregião

 Após 

duas semanas de ausência – a primeira pausa em anos de uma escrita ininterrupta –, a coluna volta a ocupar este espaço. 

Ela 

segue fiel ao seu propósito e estilo, como sempre, é redigida agradando ou não a quem a lê. 

E, para

 marcar este retorno, nada melhor do que trazer a voz de um leitor que, certeiro, lançou uma exclamação sobre a atual política jalesense.

O cenário 

que o leitor descreve aponta para um esgotamento do modelo vigente. 

Segundo 

ele, quando a política se torna mero “teatro ou burocracia, ela deixa de ser o mecanismo de transformação social que o cidadão espera”.

A sua 

análise toca em um ponto sensível e recorrente em muitas  cidades que atravessam processos de transformação política e social.

É a sensação 

de um “esvaziamento” do debate ideológico ou da identidade política local em favor de uma prática que muitos qualificam como puramente administrativa, fisiológica ou desprovida de visão de futuro 

Para

ele, embora as dinâmicas locais sejam próprias, o histórico eleitoral do município demonstra uma forte presença de correntes alinhadas a lideranças estaduais e nacionais do campo conservador e de centro-direita.

A análise 

sobre o período iniciado em 2020 aponta para alguns fenômenos observados no contexto local. 

A percepção 

de que a política em Jales atravessa um momento de desgaste, porque não dizer decadente, é um tema frequente em conversas no botequim da vila.

Críticos

 da política local frequentemente apontam que a formação da coligação ou a convergência de diversos partidos em torno de um único, de fato, reduziu o visão de debate ideológico e a oxigenação de novas lideranças. 

Esse 

fenômeno, muitas vezes chamado de “bloco único”, segundo o leitor, deixou o eleitor com a sensação de falta de alternativa, o que é  habitualmente interpretado como um sinal de decadência ou estagnação política.

Agora, 

falando em eleições já que estamos em um ano eleitoral, percebe-se a decadência política até mesmo em lançamentos de candidaturas para representar Jales no cenário regional. 

De 1966, 



ano da primeira eleição em que o eleitor jalesense votou para deputado estadual num prata da casa, e, 60 anos depois, novamente ele irá escolher um deputado estadual para representá-lo na Alesp.

Nesse

mais de meio século, em 14 eleições, Jales contou com 17 candidatos à Alesp, residentes no município de Jales, representando 13 partidos  

O eleitor

 elegeu somente dois deputados estaduais: Roberto Rollemberg (1966/Arena) e Oswaldo Carvalho (1974/MDB). 

O deputado

Roberto Rollemberg, aventurou-se em busca de uma cadeira na Câmara Federal e foi secretário da Casa Civil no Governo Quércia 

Com a 

perda do deputado emedebista em 2 de maio de 1975 em um acidente automobilístico, 45 dias após a sua posse e,

Rollemberg

em busca de degraus mais altos e deixando a política por motivo de saúde, houve uma certa descrença do eleitor quanto ao surgimento de um novo líder que os conduzisse na política. 

Mas 

nada disso acontece apesar de várias tentativas.

A ascensão

 de Jales como um polo político regional, especialmente entre as décadas de 1960 e 2000, esteve intrinsecamente ligada a alguns fatores estruturais que, com o tempo foram deixados de lado.  

Era comum, 

naqueles tempos, que candidatos a cargos estaduais e nacionais, bem como governadores eleitos, incluíssem Jales em seus roteiros prioritários de campanha ou de visitas oficiais.

É fato

afirmar que Jales já ocupou uma posição de grande protagonismo e influência no cenário político do noroeste paulista, consolidando-se como um centro regional de articulação política.

O município

 foi o berço de figuras políticas que possuíam trânsito direto nas esferas estadual e federal. Esses líderes não apenas representavam Jales, mas atuavam como mediadores de demandas de toda a região, atraindo a atenção de governadores, secretários de Estado e parlamentares influentes.

Jales

 funcionava, na prática, como uma “capital política” informal da microrregião. As decisões tomadas ou as articulações feitas nos bastidores políticos da cidade muitas vezes ditavam o ritmo de projetos que impactariam todo o noroeste paulista.

Então

como você observa essa questão na prática: você acredita que esse movimento de concentração partidária tem impedido a discussão de projetos alternativos para Jales ou vê o desinteresse do eleitorado como o principal fator para essa estagnação?

O Governo 

de São Paulo autorizou a construção de 1.280 novas unidades habitacionais em 19 municípios, distribuídos em 12 regiões administrativas do estado. 

As moradias 

serão viabilizadas pelo Programa Casa Paulista, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), com investimento inicial previsto de cerca de R$ 240 milhões.

As 90 

moradias na região noroeste paulista   serão destinadas às cidades de Nhandeara (30), Planalto (30) e Turmalina (30).

E mais

uma vez fica no ar aquela pergunta de outras vezes: E as 100 casas para Jales conquistadas por duas vereadoras junto ao Escritório Regional do CDHU em São José do Rio Preto?


Onde Jales fica nessa e outras que virão?


Ministério da Educação publicou, nesta segunda-feira, 6 de julho, a Portaria nº 591/2026, que autoriza o funcionamento de 24 novos campi de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia localizados em 12 estados brasileiros. Com o acréscimo dos 24 campi, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica passa a contar com 754 unidades. 

Conforme a portaria, as 24 novas unidades possuem duas tipologias diferentes, sendo 18 delas com capacidade para atender até 1,4 mil estudantes, com 70 professores e 45 técnicos administrativos em educação. As seis restantes são de tipologia 40 professores e 26 técnicos administrativos e têm capacidade para atender até 800 estudantes. A distribuição leva em conta o porte populacional das regiões atendidas. Dos 111 novos campi de Institutos Federais, 62 já possuem autorização de funcionamento.


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