Assembleia Diocesana abraça as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil









Por Bruno Gabaldi
Assessor de Comunicação da Diocese de Jales

No domingo, dia 5 de julho, a Diocese de Jales viveu um momento importante em sua caminhada pastoral: a realização da Assembleia Diocesana. Inspirada à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032), a Assembleia reuniu na Escola Vocacional, em Jales-SP, o clero, seminaristas, representantes dos religiosos e religiosas e coordenadores de pastorais, movimentos e organismos.

A Assembleia Diocesana é fruto de um caminho sinodal trilhado durante os últimos anos, através da realização das assembleias comunitárias, paroquiais, setorais e, culminando enfim, na Assembleia Diocesana. O encontro teve como objetivo atualizar o Planejamento Pastoral da Diocese, diante das propostas das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), assumindo os caminhos das novas Diretrizes como orientação pastoral para os próximos anos.

De acordo com Pe. Eduardo Rodrigues Magnani, Coordenador Diocesano de Pastoral, “os frutos que podemos colher é de uma Igreja mais acolhedora, mais participativa, que se entenda como “Igreja em Saída” no contexto de missão permanente, que vai ao encontro, superando uma pastoral de conservação e manutenção para uma pastoral de conjunto e dinâmica, dando uma resposta concreta diante do contexto do acolhimento, da Iniciação à Vida Cristã, da formação dos leigos e leigas e do trabalho com os adolescentes e a juventude”.

Alargar a tenda Uma das imagens centrais das Diretrizes é a da “tenda”, inspirada no texto de Isaías 54,2, que remete ao acolhimento, à hospitalidade e à abertura missionária da Igreja. Diante desse contexto, a Assembleia Diocesana se desenvolveu em quatro momentos de reflexão, denominados “estacas”: A Mística da Tenda – Sinodalidade e Acolhimento; Iniciação à Vida Cristã – O eixo que sustenta a tenda; Laicato e Formação – Protagonismo e Corresponsabilidade; e Igreja em Saída – Adolescência, Juventude e Missão Permanente.

Segundo o leigo Michael Coldibeli, representante da Paróquia São João Batista, de Ouroeste-SP, “a proposta de tanta discussão é de que os leigos e leigas estejam abertos a acolher, ir ao encontro do outro, estar saindo da sua zona de conforto e expandir a evangelização, trazendo mais pessoas para agregar no trabalho pastoral. Podemos estender a tenda mostrando que sempre há espaço para mais um. Não existe um grupo fechado dentro da Igreja, pelo contrário, a tenda tem o sentido de estar aberta para acolher a todos.”

Frei Marcos Mendes Moraes, OFM, representante do Núcleo Diocesano dos Religiosos e Religiosas, reforçou que os religiosos podem contribuir de maneira significativa no processo de acolhimento, orientação e formação dos leigos, ajudando a discernirem um caminho mais direcionado junto às novas Diretrizes. “Nós religiosos e religiosas que trabalhamos na Diocese de Jales assumimos o compromisso de colaborar na formação desses leigos para que o protagonismo possa acontecer no dia a dia de cada comunidade, paróquia e na sociedade”, ressaltou Frei Marcos.

Caminho a seguir
Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, destacou ao final da Assembleia Diocesana que os caminhos a seguir, a partir de agora, são caminhos de missão, conforme as DGAE, de acordo com o Planejamento Diocesano Pastoral, incrementado com as conclusões da Assembleia.

“De modo geral, devemos fortalecer a vida de comunidade e desenvolver a rede de comunidades em nossa Diocese, em todas as suas instâncias, bem como a missionariedade, de modo especial junto às pessoas que estão, de algum modo, afastadas e outras que não conhecem a Cristo e a Igreja, sobre tudo as novas gerações. Enfim, pessoas de todas as idades devem ser acolhidas na vida de Igreja. É uma Igreja que abraça todos e a todas, por isso a imagem da tenda alargada das nossas Diretrizes da Ação Evangelizadora”, explicou Dom Reginaldo.

Novas Diretrizes
As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, publicadas através do Documento 114 da CNBB, é fruto de um amplo processo de escuta, discernimento e participação eclesial realizado ao longo de mais de três anos e pretende orientar a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos seis anos.

Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, as DGAE propõem uma Igreja em permanente estado de missão, fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum. São cinco os caminhos que estruturam as novas Diretrizes:

1. O primeiro é a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora.
2. O segundo é a Iniciação à Vida Cristã, entendida como caminho de encontro pessoal com Jesus Cristo e formação de discípulos missionários.
3. O terceiro é a Comunidade de Discípulos Missionários, que busc fortalecer a corresponsabilidade na missão e a vida comunitária.
4. O quarto caminho é a Liturgia e a Piedade Popular, reconhecidas como fonte e expressão da vida cristã.
5. Por fim, o quinto caminho, denominado Serviço à Vida Plena, reúne três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

Deste modo, as Diretrizes apresentam uma visão de Igreja profundamente enraizada na Sagrada Escritura, orientada para a comunhão, a participação e a missão.










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