Utopia Pragmática” é um convite para pensar os futuros possíveis do Brasil


 

Obra do economista Ricardo Henriques defende que o Brasil precisa voltar a ter ambição
 


Em um momento em que o Brasil discute os limites de seu modelo de desenvolvimento e a capacidade do Estado em responder as demandas da sociedade, o economista Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco e professor associado da Fundação Dom Cabral, lança Utopia Pragmática, livro que mostra um conjunto de ideias, evidências e provocações para pensar como podemos construir um país mais justo, mais desenvolvido e mais preparado para o futuro.

 

Publicado pela Editora Jandaíra, o livro nasce como um ponto de partida para uma discussão mais ampla e urgente sobre como transformar ambição coletiva em desenvolvimento humano, com base em evidências, equidade e democracia.

 

“A ideia de ‘utopia pragmática’ nasceu durante minha passagem pelo Ministério da Educação, quando, em um seminário sobre educação ambiental, apresentei pela primeira vez essa provocação: combinar a ousadia de uma visão de transformação com o compromisso concreto de implementar soluções capazes de produzir resultados. Desde então, esse conceito passou a orientar minha trajetória como gestor e formulador de políticas públicas”, afirma o autor.

 

Henriques é muito conhecido e respeitado por sua atuação na educação, combate às desigualdades e luta por direitos humanos e democracia. Participou da concepção e coordenação técnica e política do Bolsa Família, foi Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Secretário de Diversidade do MEC, Secretário de Estado no Rio de Janeiro (onde desenhou as UPPs Sociais) e Diretor para a América Latina da Anistia Internacional. Hoje é Superintendente Executivo do Instituto Unibanco, Professor Associado da Fundação Dom Cabral e Presidente do Conselho da Anistia Internacional Brasil.

 

Do combate à pobreza à agenda da prosperidade

 

Um dos principais argumentos do livro é que o Brasil precisa avançar para além da agenda dos “mínimos sociais” e construir um novo patamar de atuação estatal. Políticas como o Bolsa Família cumpriram um papel histórico fundamental, mas já não são suficientes para responder às expectativas contemporâneas. “A sociedade brasileira não se mobiliza mais apenas pela superação da pobreza extrema. É preciso avançar para uma agenda de emancipação, mobilidade social e prosperidade”, afirma Ricardo Henriques.

 

Com a proposta de articular agendas em uma estratégia integrada de desenvolvimento, a obra se desdobra em temas estruturantes, tais como desigualdade, educação, segurança pública, futuro do trabalho, inteligência artificial e democracia. A energia que sustenta o ato de projetar futuros solicita a combinação entre pragmatismo e utopia - o pragmatismo que arquiteta soluções a partir da ciência e da técnica e a utopia que mobiliza e dá direção à transformação.
 

Utopia Pragmática constrói uma leitura integrada dos desafios contemporâneos do Brasil a partir de um conjunto de reflexões desenvolvidas ao longo de 86 colunas publicadas por Ricardo Henriques no jornal O Globo. A obra parte do reconhecimento de que o país vive um paradoxo: acumulou avanços importantes nas últimas décadas, mas ainda enfrenta dificuldades estruturais para transformar políticas públicas em resultados concretos e duradouros para a população. Nesse contexto, o livro propõe um novo olhar sobre o papel do Estado e a necessidade de alinhar ambição de futuro com capacidade efetiva de implementação.

 

Ao longo dos capítulos, o autor organiza os principais eixos do debate público em uma agenda articulada de transformação. Entre eles, destacam-se a transição de uma política social centrada na proteção para uma agenda orientada à mobilidade e à prosperidade, o enfrentamento da desigualdade como questão estrutural e a incorporação da segurança pública como uma das principais políticas sociais do século XXI. A obra também enfatiza o papel estratégico da educação, tanto na formação para o trabalho quanto no fortalecimento da democracia, além de discutir os impactos das transformações tecnológicas, especialmente da inteligência artificial, sobre o futuro do emprego, da aprendizagem e das desigualdades.

 

Reconhecimento de diferentes campos do debate público

 

A relevância do livro também se expressa nos nomes que o acompanham. A obra conta com prefácio de Cida Bento, orelha de Flávia Oliveira e contribuições de Claudia Costin e Macaé Evaristo. Na contracapa, os economistas Fernando Haddad e Armínio Fraga destacam o caráter propositivo do trabalho e a capacidade de Henriques de combinar formulação e implementação em políticas públicas.

 

Mais do que um livro de análise, Utopia Pragmática se posiciona como um chamado à ação. Ao longo das páginas, Henriques sustenta que o Brasil precisa recuperar a capacidade de projetar o futuro, não apenas como promessa, mas como projeto viável.

 

Serviço

Livro: Utopia Pragmática
Autor: Ricardo Henriques
Editora: Jandaíra
Páginas: 240

 

A obra conta com prefácio de Cida Bento, orelha de Flávia Oliveira e contribuições de Claudia Costin, Macaé Evaristo, Fernando Haddad e Armínio Fraga.
 

Já disponível nas principais livrarias e plataformas online.

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