Como é sabido, os espíritas são os religiosos que mais entendem de espíritos, pois estão sempre em contatos com os que Deus permite que se comuniquem conosco.
E aqui, de modo especial, abro um parêntesis, para recomendar[JdRC1] o lançamento pela Editora Chico Xavier da muito interessante obra “Coleção Grandes Nomes do Espiritismo”, pela médium psicógrafa, psicóloga e teóloga espírita nascida em Belo Horizonte, porém, residente em Denver, Estados Unidos. Essa obra já lançada lá em Denver em Inglês é prefaciada e revisada pelo cientista espírita de renome mundial, Ricardo Melo, fundador da famosa instituição que tem seu próprio nome: Instituto Ricardo Melo, internacionalmente, muito conhecido.
Alguns componentes da citada obra são recomendados por Kardec como precursores do espiritismo como Sócrates e Platão.
Mas voltemos ao assunto principal desta coluna. Há uma certa semelhança entre o cristianismo e o maniqueísmo que foi a religião de Santo Agostinho, antes de sua conversão ao cristianismo, para o qual Deus é único, com amor infinito e só cria o bem. Já para o maniqueísmo há dois deuses, um do bem que só cria o bem e outro que é chamado Deus do Mal, que só cria o mal. Esse modo de pensar maniqueísta tem muito a ver com a mitologia antiga que misturava os espíritos humanos com os deuses do politeísmo. E até a própria Bíblia, no seu Velho Testamento, nos chama de deuses (Salmo 82: 6), o que é repetido por Jesus que afirma vós sois deuses (João 10: 34).
E assim, como já dissemos, há diferença entre o cristianismo e o maniqueísmo, ou seja, para o maniqueísmo há um princípio de politeísmo, pois admite um Deus do bem e um do mal. Já para o cristianismo, há só o Deus do bem, mas há os demônios, “daimones” no grego bíblico do Novo Testamento, que são a multidão dos espíritos ou almas que, para Bíblia e, principalmente, para a mitologia, são também deuses e na maioria, ainda não bons, pois os já bons ou santos são minoria. Se para o maniqueísmo são dois deuses e para o cristianismo um único Deus Pai de amor, mas com uma multidão de “daimones” (ou deuses), na maioria ainda maus ou pouco evoluídos, surge uma pergunta que não quer calar: Com a diferença entre o cristianismo com seus “daimones” (almas ou espíritos[JdRC2] já bons e os ainda maus) e o maniqueísmo com seus só dois deuses, estaria o cristianismo com seus muitos “daimones” também deuses, mais próximo do politeísmo do que o maniqueísmo?.
PS: Com este colunista “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior, Palestras e entrevistas em TVs e vídeos no YouTube e Facebook. Seus livros estão também na Amazon, inclusive, os em Inglês, e a tradução da Bíblia do Grego (Novo Testamento.) para o Português e que está sendo vertida para o Inglês nos Estados Unidos, por ser fiel aos seus textos originais gregos. Na TV Mundo Maior: "Presença Espírita na Bíblia" com José Reis Chaves. Coluna espírita semanal no diário O TEMPO, de Belo Horizonte, de José Reis Chaves: www.otempo.com.br jornalista e escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos. É professor de português e literatura formado na PUC Minas, e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.

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