PPP de Parques Urbanos vai ampliar inclusão, sustentabilidade e qualidade dos espaços públicos na capital

 



Novo gestor deverá cumprir metas e indicadores de desempenho previstos em contrato; leilão está agendado para 7 de julho de 2026, na B3
 


Vista aérea do Parque Ecológico Tietê

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), estruturou a concessão administrativa de seis parques urbanos da capital com o objetivo de ampliar a qualidade dos serviços, modernizar a infraestrutura e melhorar a experiência da população nesses espaços. A iniciativa integra o Programa de Parcerias em Investimentos (PPI-SP), que busca qualificar a gestão e garantir a manutenção contínua dos equipamentos públicos. O leilão está marcado para 7 de julho de 2026, na B3.
 

O projeto estabelece diretrizes de acessibilidade universal, com adaptação de infraestrutura, sinalização inclusiva e soluções que garantem autonomia e segurança para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
 

A sustentabilidade é um eixo central da concessão, com previsão de reúso de água, uso de energia limpa, eficiência no consumo elétrico e gestão adequada de resíduos, incluindo reciclagem e compostagem. As intervenções também deverão seguir critérios para redução de impacto ambiental. O edital da concessão traz critérios para a contratação de fornecedores e serviços, com prioridade para empresas com atuação local e certificadas ambientalmente. A futura concessionária também deverá elaborar um plano de educação ambiental, com atividades voltadas à valorização do patrimônio ambiental, histórico e cultural dos parques.
 

Os parques contemplados são atualmente geridos pela Diretoria de Parques Urbanos da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Integram a iniciativa o Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns, o Parque Estadual do Belém Manoel Pitta, o Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart, o Parque Vila Jacuí, o Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu e o Parque Itaim Biacica. Localizados em regiões estratégicas da capital e com forte papel social, esses espaços receberam cerca de sete milhões de visitantes em 2025.
 

Requalificação dos parques
A modelagem prevê contrato de concessão com duração de 30 anos e investimentos estimados em mais de R$ 150,4 milhões ao longo do período, sendo R$ 64,1 milhões concentrados nos primeiros quatro anos. A concessionária deverá cumprir metas e indicadores de desempenho previstos em contrato. Os parques continuarão abertos ao público, sem cobrança de ingresso.Também estão previstas estruturas para geração de receitas, como estacionamentos e espaços comerciais, garantindo a viabilidade econômica da concessão.
 

A proposta foi construída com participação da sociedade, por meio de consulta e audiências públicas realizadas no segundo semestre de 2025, cujas contribuições foram incorporadas ao modelo. Os documentos da licitação, incluindo edital, contrato e anexos estarão disponíveis para consulta no site da SPI: Link .

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