Pedido de Informações sobre gastos com a mídia ao Poder Executivo é apresentado pela vereadora Franciele Matos

 Segundo

as informações passadas a esta coluna, o então secretário municipal Bruno Altimari, de Turismo, foi profissionalmente ético em deixar a pasta. 

Presidente 

do Diretório Municipal do Partido Renovação Democrática – PRD de Jales, Bruno Altimari entraria em choque político com o prefeito Luis Henrique caso continuasse secretário,

Sabe-se

que o prefeito Luis Henrique irá apoiar candidatos ligados ao seu partido e, não resta dúvida que iria convocar os mais próximos para se alinharem à sua campanha. 

O PRD

vai apoiar o pré-candidato a deputado estadual Du Venturini e deve apoiar a nível local e regional o pré-candidato a deputado federal Edinho Araújo, ex-prefeito de São José do Rio Preto por quatro mandatos.

Assim

o ex-secretário decidiu por deixar a Secretaria Municipal de Turismo. Ele não “sai caindo” como foi dito aqui, mas sim eticamente entregou o cargo. 

O vereador

Kazuto Matsumura (PRD) está entre a cruz e a espada. Na última eleição recebeu apoio do prefeito Luis Henrique, fundamental para a sua eleição.  O que fará? 

Tá faltando político

Um município que já teve políticos como Roberto Rollemberg e Oswaldo Carvalho representando seu povo na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal...

e vários

 outros nomes destaques que tentaram conquistar no Parlamento Paulista, sentir o clima nominal de agora para a eleição deste ano, é difícil acreditar que o nível político jalesense tenha caído tanto.

O governador 

 Tarcísio de Freitas, esteve nesta sexta-feira (29) em Votuporanga cumprindo agenda oficial voltada às áreas de habitação e saúde. 

Na programação 

do governador paulista, entrega das unidades habitacionais do Conjunto Habitacional “Thui Seba” e o lançamento da pedra fundamental do novo Hospital Materno-Infantil, em área anexa à Santa Casa de Votuporanga.

Nesta 

vinda ao extremo noroeste paulista, ficou de fora, cidade de Jales e outras da região, anteriormente programadas para receber a visita do mandatário paulista. 

A vereadora

 Franciele Cristina Villa Matos (PL/foto) solicitou informações ao Poder Executivo e à empresa SINFOR, sobre os veículos de comunicação contratados ou utilizados para repostagem, divulgação e distribuição das matérias institucionais de Jales. 

A propositura 

foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária de segunda-feira (25), do Legislativo Municipal.

Ainda 

na sua solicitação, a vereadora quer saber quais são as páginas de internet, jornais impressos, portais de notícias, rádios, blogs, redes sociais e demais veículos de comunicação que veiculam material institucional da Prefeitura de Jales por meio da Sinfor e os val0res pagos. 

No último

item do requerimento 61/2026, a vereadora Franciele Matos, requer se seja encaminhado ao Legislativo “toda a documentação relacionada aos serviços prestados pelos veículos de comunicação utilizados pela empresa SINFOR, incluindo relatórios de divulgação, comprovantes de publicação, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e demais documentos pertinentes”.

A vereadora

quer mesmo é dar trabalho ao pessoal da Prefeitura e da Sinfor já que para relacionarem todos os veículos de comunicação utilizados durante todo o período de vigência contratual com a municipalidade levará um bom tempo.

Um pedido

 desses, aprovado por todos os demais vereadores, inclusive o líder da situação na Câmara, e do Prefeito, talvez tenham detectado alguma coisa fora do contexto. 

Uma

passada de olhos no texto do requerimento aprovado, lê-se o seguinte: ”Relacionar todos os veículos de comunicação utilizados durante todo o período de vigência contratual com a municipalidade”.

Isto é,

o período da qual o Executivo e a Sinfor assinaram o primeiro contrato? ou deve ser informado ao Legislativo sobre a solicitação da vereadora Franciele apenas o último contrato? 

O pedido 

é formulado por seis considerandos, um requer  e  sete solicitações, ou pedidos como queiram. 

O Brasil 

registrou 42.590 homicídios em 2024, segundo o “Atlas da Violência 2026”, divulgado na terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

No ranking 

municipal, a cidade cearense de Maranguape aparece na primeira posição, com taxa estimada de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes.

Juntos, 

os 10 municípios com as maiores taxas de homicídios concentraram 19,4% do total nacional. A média entre os 20 municípios mais violentos foi de aproximadamente 64,7 homicídios por 100 mil habitantes. Entre os 20 menos violentos, a taxa média ficou em 4,9.

Na outra

 ponta do levantamento, os estados com menores taxas estimadas de homicídios foram São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. 

A cidade

de Votuporanga (SP) está entre as 10 cidades brasileira com menores taxas estimadas de homicídios de 5 por 100 mil habitantes

O estudo 

também indica que 1.578 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros não registraram  nenhum homicídio estimado em 2024.

Entre

os dias 10 e 30 de junho   são realizadas as convenções partidárias. Momento em que cada legenda escolhe oficialmente seus candidatos.

A partir 

da convenção, os partidos podem registrar seus candidatos junto à Justiça Eleitoral. O prazo final para o registro é 5 de julho de 2026, quando o TSE encerra o recebimento dos pedidos.

Se o partido

 não apresentar o pedido dentro do prazo, o próprio candidato pode fazê-lo, mas terá um limite de 48 horas após a publicação da lista oficial para solicitar o registro individualmente.

O pensamento

filosófico de que “A realidade imita a arte e a ficção” parece sempre mais verdadeiro. É comum que a vida real crie situações que até superem a arte e a ficção. No tempo presente, o caos político no Brasil e no mundo excedem a normalidade.

Os bons leitores

leram ou conhecem o pequeno livro “A Revolução dos Bichos”, escrito pelo britânico George Orwell em 1945. É uma ficção satírica sobre a política, a ganância, a corrupção e o poder. Trata-se de uma crítica sobre os perigos do totalitarismo.

O livro conta

uma fábula bem narrada sobre a rebelião dos animais contra o domínio opressor do casal de donos da fazenda. Os animais se organizaram e agiram democraticamente, visando expulsar os donos da fazenda. E conseguiram.

De início,

o sistema democrático era baseado na igualdade dos bichos: Todos os bichos são iguais. No entanto, os porcos assumiram o controle da fazenda e aos poucos criaram uma nova ditadura, tornando-se opressores iguais aos antigos proprietários.

Com o tempo,

os porcos mudaram os mandamentos democráticos, passaram a andar em duas patas e vestir roupas. O sistema que passou a valer na fazenda: Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

É impossível

não enxergar que hoje há, por toda parte, políticos despreparados garantindo que são melhores do que seus concorrentes. Muitos estão envolvidos em escândalos e se preocupam com política partidária.

Há um filme

clássico do cinema francês – “Esse mundo é dos loucos” – lançado em 1966. É uma comédia dramática que ocorre no final da Primeira Guerra Mundial. O cenário se concentra numa pequena cidade francesa.

Nessa região,

forças militares britânicas/escocesas travam lutas contra tropas alemãs. A pequena cidade foi abandonada pelos habitantes. Ficou nela apenas um asilo religioso cheio de deficientes mentais.

Há um momento

extraordinário no filme. Os “loucos” estão sentados numa plataforma, na praça central da cidade, prontos para assistir a uma peça teatral. Mas, sem eles saberem, na frente deles, soldados “sadios” de duas tropas inimigas se matam com tiros de fuzil.

Por fim,

a pequena cidade é abandonada pelos “sadios”. Os pacientes do asilo (“loucos”) se vestem com fantasias extravagantes e tomam as ruas, completamente pacíficos e avessos a violências. Quem são os verdadeiros “loucos”?

No mundo

hoje, até em países ditos desenvolvidos, os políticos rasgam elogios a si mesmos, fazem críticas aos adversários, mentem aos eleitores, desviam recursos do governo, fazem parcerias ilegais, dão prejuízos ao povo. Além de promoverem guerras.

Os Estados Unidos,

em outras eras, o “Sonho Americano” celebrava o otimismo, a prosperidade, a aquisição de imóveis, o consumo em massa, a liberdade. As novas gerações sofrem empobrecimento, aluguéis caros, consumo reduzido, dívidas.

Enquanto os ricos

ficam mais ricos, hoje um terço dos jovens norte-americanos tem dívidas impagáveis dos financiamentos estudantis e ainda moram com os pais. E uma grande parcela da população não tem casa própria, mora em casas péssimas ou são sem-teto.

Pior de tudo,

nestes tempos, poucos países possuem candidatos da confiança dos eleitores. Assim, a política fica sem consistência, as disputas eleitorais não acontecem entre candidatos com propostas sérias. Fica difícil divisar uma luz.

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