Luiz Caldas relembra criação de “Tieta”, explosão de “Haja Amor” e origem do axé no “The Noite” desta quinta (7)


 

Cantor conta como entrou descalço no programa do Chacrinha para se diferenciar e fala sobre o legado de mais de 40 anos revolucionando a música brasileira

 





                                                        Fotos: Lourival Ribeiro/SBT

 

Pai do axé, multi-instrumentista, compositor e responsável por alguns dos maiores sucessos da música brasileira, Luiz Caldas é o convidado do “The Noite” desta quinta-feira (7). Em uma conversa cheia de histórias, música e bastidores, o artista relembra momentos marcantes da carreira, fala sobre o nascimento do axé music e explica como transformou irreverência, liberdade e mistura de ritmos em sua principal marca.

 

Luiz relembra os bastidores de “Tieta”, tema de abertura da novela Tieta, e conta ainda que só descobriu pela televisão que sua gravação havia sido escolhida: “Eu não sabia. Estava em casa, na cozinha, quando ouvi a minha introdução.”

 

Outro assunto que ganha destaque é o fenômeno de “Haja Amor”, hit que voltou às paradas após viralizar nas redes sociais. O artista também diverte ao explicar como surgiu o costume de cantar descalço nos palcos, marca registrada de sua carreira.

 

“Isso é interessante porque muita gente acha que foi promessa, mas não. Isso aconteceu no camarim do Chacrinha. Cheguei para me apresentar, estava o pessoal dos Titãs e toda aquela diversidade da música brasileira. Olhei para os pés da galera e vi cada sapato invocado. Aí olhei para o meu e pensei: ‘Sapatinho feio’. Então fui descalço, e isso acabou ficando interessante porque é uma música alegre, de liberdade. Foi aí que nasceu essa coisa de andar descalço.”

 

Considerado o “Pai do Axé”, Luiz fala ainda sobre o sucesso de décadas da carreira. “Quando a gente gosta do que faz e respeita o próprio trabalho, o resultado aparece. Ele pode demorar ou vir rápido, e eu até prefiro que demore um pouco, para dar tempo de respirar e entender o que fazer com tudo isso. Porque é muito difícil, de uma hora para outra, perceber que todas as pessoas te conhecem e gostam do seu trabalho.”

 

Durante o bate-papo, o cantor também relembra a infância, os tempos nos bailes, o primeiro contato com os trios elétricos e o momento em que ajudou a revolucionar o formato ao se tornar um dos pioneiros a cantar nos trios.

 

“Esse ritmo nasceu comigo porque essa liberdade musical eu trago dos bailes. Dos 7 aos 16 anos, toquei de tudo, uma diversidade enorme de estilos. Foi um aprendizado muito intenso. Eu praticamente morava nas sedes dos grupos, e foi ali que aprendi. Depois, levei essa experiência para o trio elétrico. Queria tocar outras coisas, e foi aí que nasceu o deboche, a partir da minha inquietação”, finaliza.

 

O The Noite é apresentado por Danilo Gentili e vai ao ar de segunda a sexta-feira, no SBT. Hoje, a partir de 00h.

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