FolhaGeral: Sabe-se da dificuldade de uma candidata (o) em uma eleição regional por Jales, fora o fenômeno Oswaldinho Carvalho em 1974.
Dizem
que a vice-prefeita Marynilda Cavenaghi (PP) foi exonerada do cargo de Secretária Municipal da Educação para manter sua “elegibilidade” caso venha a candidatar-se-á a deputada.
Esse ato
não seria necessário
A legislação
em vigor estabelece que apenas no caso de o vice ter substituído ou sucedido o prefeito titular no curso dos seis meses que antecedem o pleito, é que surgirá a necessidade de afastamento
Fora
dessa hipótese, o vice-prefeito (a) poderá manter-se no exercício de suas funções normalmente, sem necessidade de renúncia ou desincompatibilização, podendo, portanto, registrar sua candidatura sem qualquer óbice.
Como
a vice-prefeita Marynilda Cavenaghi não assumiu o Executivo seis meses antes da eleição. Ou assumiu...
Sabe-se
da dificuldade de uma candidata (o) em uma eleição regional por Jales, fora o fenômeno Oswaldinho Carvalho (foto) em 1974.
Ele foicandidato em uma eleição em que o MDB, cantado em verso e prosa como “Mandabrasa” era a cereja do bolo.
Antes
dele, Roberto Rollemberg, em 1966, havia sido eleito deputado estadual por Jales.
Depois
de Oswaldinho Carvalho, apesar da tentativa de vários candidatos, Jales não elegeu representante nato a deputado estadual.
O colunista
comenta aqui um assunto relacionado a uma eleição regional, mas direcionado a um pleito municipal.
Durante
a semana as redes sociais não divulgaram intensamente que a vice-prefeita Marinyda Cavenaghi (PP) pode assumir a candidatura a deputada estadual representando Jales e região.
A possível
candidatura de Marynilda, como aconteceu em 2018 com Luis Henrique Moreira (PL), será o termômetro para medição de sua aceitação perante o eleitorado jalesense.
Se
a pré-candidata Marynilda conquistar nas urnas entre 25% a 35% (percentual médio de votos por candidatos de Jales) dos sufrágios válidos e não uma cadeira à Alesp, será a candidata a prefeita com o apoio de Luis Henrique.
O prefeito
jalesense sabe que os outros dois candidatos de sua preferência são frágeis em termos de votos para uma eleição ao Executivo municipal.
Nesse
caso, para ter o seu nome como pré-candidata a prefeita em 2028, apoiada por LHM, Marynilda terá que ter entre 7 a 10 ml votos em 4 de outubro no município de Jales. Caso seja candidata.
O calendário
das eleições gerais de 2026 estabelece o dia 15 de agosto como o prazo limite para que partidos e federações apresentem o registro de candidaturas de seus escolhidos.
A etapa
é fundamental para oficializar quem estará apto a disputar no caso, em Jales, o cargo de deputado estadual ou federal, no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Em 2022
Jales tinha registrado 38.403 eleitores, mas 9 mil (23,44%) não compareceram; em branco e nulos 4.566 (15,53%) e válidos 24.837 eleitores (84,47%).
Portanto
23.199 votos foram divididos entre 537 candidatos e 1.638 foram para as legendas. Jales não teve representante no pleito de 2022.
Os quatro
mais votados no município foram Analice Fernandes com 3.688 votos; Itamar Borges com 2.550 votos; Bruno Zambelli com 2.400 votos e Carlos Eduardo Pignatari com 1.909 votos.
E vão
estar de novo em Jales cooptando votos para a reeleição.
Numa
análise real da situação política eleitoral para o município, é questionável se Marynilda Cavenaghi, sem uma coordenação há tempos, abrindo caminho para sua jornada, logre êxito.
Visto
que, as velhas raposas políticas que vão tentar mais um mandato, estão em campo há mais tempo e preparados para o embate.
Fica
então, confirmada a tese para o pleito municipal. Ah! O pessoal do botequim da vila coloca na mesa o nome de José Angelo ou o de Riva Rodrigues como vice.
Também
pode não dar em nada essa tese.
O mundo hoje
passa por grandes mudanças. O mundo já passou por grandes mudanças sociais, políticas e tecnológicas. As mudanças fizeram o mundo transitar por vários ciclos, partindo da Pré-História. Passou pela Idade Antiga, Idade Média e Idade Moderna, até a chegar à presente Idade Contemporânea.
A revolução digital
aconteceu na segunda metade do século passado, com a invenção do transistor e a criação dos computadores. A partir daí, o processamento eletrônico de dados se expandiu, foi criada a Internet, foram desenvolvidos os aparelhos celulares.
Entretanto,
até hoje muita gente ainda não percebeu que a evolução histórica do mundo está seguindo em frente, rumo a um novo ciclo que já está acontecendo. Em fevereiro de 2022, o presidente da Rússia (Vladimir Putin) iniciou uma guerra contra a Ucrânia, achando que venceria dentro de alguns dias ou poucos meses.
Os estrategistas
militares de Moscou não contaram com os modernos mísseis, foguetes e drones de baixo custo e alta tecnologia, capazes de atingir caríssimos navios de guerra, tanques de combate e aviões de caça. A guerra dura quatro anos.
Há 2 anos e meio,
o primeiro ministro de Israel (Benjamin Netanyahu) iniciou intensos bombardeios na Faixa de Gaza, território da Palestina densamente povoado, para combater o grupo inimigo Hamas. Resultou em grande destruição e morte de mais de 70 mil pessoas, inclusive muitas mulheres e crianças. E nada resolveu.
Em janeiro/2025,
Donald Trump tomou posse na Presidência dos EUA para um segundo mandato. Sua guerra comercial contra o resto do mundo não deu certo.
Em fevereiro/2026,
os EUA e Israel começaram a bombardear o Irã, a 1.600 Km de Israel. As novas armas e estratégias do Irã estão complicando os EUA e Israel.
Aqui no Brasil,
neste ano de eleições, os políticos e seus partidos também continuam apegados às práticas do passado, que já não funcionam. A polarização política entre candidatos de direita e esquerda inibe o debate democrático com propostas realistas. O povo é arrastado pelo populismo e passa a idolatrar líderes políticos sem conteúdo.
Não é o bastante
que o nosso país tenha extensas reservas de recursos naturais, capazes de nos colocar em destaque no cenário social, econômico e ambiental perante todas as nações. O que está acontecendo no mundo, não são apenas guerras comerciais e militares, porém a busca de acordos coletivos que favoreçam a sociedade global.
Os partidos políticos
não conseguem atrair cidadãos qualificados para integrar seus quadros sociais. Por esta causa, os candidatos aos cargos eletivos se repetem com alto nível de rejeição manifestados pelos eleitores. Nada se faz contra os escândalos bilionários. Nada se planeja com seriedade para sanar entraves sociais.
O Congresso
Nacional, com 81 senadores e 513 deputados federais, o segundo mais caro do planeta (só perde para os EUA), é um campo de batalha da política partidária. Por vezes, são flagrados parlamentares fora da postura ética. O panorama político a esperar nas ações deste ano de 2096 não é animador.
Para o eleitor
consciente, é preciso que tenha paciência para esperar dias melhores, a partir de uma pequena parte da população que comece a acordar para o progresso e sirva de exemplo para que outros acompanhem. É a chamada massa crítica, a minoria suficiente para mudar o comportamento de toda a sociedade.
Frase proverbial
do sábio Confúcio: “Não importa quão devagar você vá, contanto que não pare”.
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