FolhaGeral: Dependência de Jales vai continuar

 


A expectativa

de que o prefeito Luis Henrique (PL) se desincompatibilizaria para disputar uma cadeira à Assembleia Legislativa do Estado de  São Paulo (Alesp) frustrou muita gente, principalmente uns e outros  políticos.

Para

os “analistas” lá do botequim da vila, a descida do muro pelo prefeito já era de se esperar. Dizem eles,  que o político Luis Henrique no momento não reúne cacife  suficiente para agregar eleitores em torno de seu nome.

Ele

 teria que desincompatibilizar do cargo para concorrer uma vaga à Câmara Federal ou à Alesp 6 meses antes do pleito que ocorrerá no dia 4 de outubro.

Quatro

de abril – registrado no calendário como sábado de Aleluia – Dia de malhar o Judas – foi o prazo fatal para desincompatibilização.

As redes 

sociais fizeram uma lambança e tudo continuará até 2028 “como dantes no quartel d’Abrantes”. 

A não

ser, claro, que o prefeito LHM decida deixar a sua vice Marynilda sentar-se-á na cadeira do Executivo como prefeita, fato que ainda não ocorreu nestes 5 anos, 3 meses 11 dias. 

Dizem as

más línguas nos balcões dos bares da vida, que a decisão do alcaide em não disputar o pleito deste ano, deve-se à perda na queda de braço com Juliano de Matos, 

 Na capital 

paulista, murmuram aos cantos, Matos teria conseguido “encaixar” a vereadora Franciele Matos como candidata a deputada estadual pela legenda representando Jales e região. 

O fato

mesmo, não é esse. Segundo os analistas lá do botequim da vila, a questão estaria na falta de apoio político local e regional ao prefeito Luis Henrique. 

Local,

estaria no desgaste em relação ao IPTU 2026 cujo aumento teria deixado a população com um viés político ao seu nome, e a Taxa de Fiscalização, cujos carnês serão remetidos ainda este mês às empresas e afins.

Dizem 

 que o valor vai estar mais salgado que couro de boi ao sol. 

E regional,

o desgaste sofrido com o entrevero ocorrido com os administradores da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Satoru Yamada, UPA de Jales. 

Poderia

 não ter apoio de 16 prefeitos da região cujos municípios fazem parte do Consirj,  e que já estariam comprometidos com outros candidatos. 

O fato

é que em 2022 o Partido Liberal (PL) elegeu 19 deputados estaduais. O menos votado foi Fabiana B. em 82° lugar com 65.497 votos. A Alesp elege 94 deputados. 

Quatro

anos depois, para garantir a vaga na Alesp, o prefeito LHM precisaria obter votos acima do total obtido pela deputada em 2022.  

A região

em termos de eleição regional, está loteada entre uns tantos candidatos a deputados estadual da região e longe dela. A luta seria inglória para LHM sem uma poderosa equipe de coordenação.

Em 2018,

em Jales, LHM na busca por uma vaga à Alesp, obteve 34,31%, ou seja, 8.248 votos de 24.043 votos válidos.  Naquela eleição Jales tinha  37.982 eleitores. 

No total

 geral no estado, LHM recebeu 25.240 votos nominais ou 2,89% no geral e foi votado em outros 336 municípios do estado que totalizaram 16.992 sufrágios.

Em 2.018 

obteve em Buritama, onde foi vereador e presidente do Legislativo, 1.247 votos e o município contava com  13.388 eleitores registrados.

Nos

 municípios (22 no total) da região de Jales  com apoio de prefeitos à época, conquistou apenas 1.455 votos.

Os munícipes

concordam desde muito tempo, que a participação no pleito de 2018, foi apenas um termômetro  que o LHM usou para medir sua  capacidade eleitoral para disputar a Prefeitura em 2020. 

Dito

e feito, foi eleito e reeleito. 

Em 2026,  

8 anos depois, para alcançar seu objetivo teria que aumentar o número de municípios e triplicar os votos nas urnas.  

Tarefa  

das mais difíceis e uma utopia longe de se alcançar, sendo a eleição regional, uma guerra pelo voto.

Diante

destes fatos e fora do pleito regional, os analistas do botequim da vila, opinam que sobrou para o prefeito Luis Henrique tentar encaixar seu sucessor no pleito de 2028. 

Pelos

 nomes listados para tal, Luis Henrique terá um trabalho hercúleo para emplacar o nome de sua preferência.  

Na 

verdade Jales, ou melhor, os partidos políticos estão sem nomes para o próximo pleito municipal. 

Nos 

bastidores dizem – carece de melhores informações - que o MDB – elegendo seu representante regional à Alesp, vai preparar a dupla Clovis Viola e Carol Amador para 2028. 

Como 

dito anteriormente, o prefeito Luis Henrique (PL) para deixar o governo municipal em 2028 politicamente em alta vai precisar fazer seu sucessor.

Os analistas

do botequim da vila opinam que, se não houver mudanças nas intenções do alcaide e de seus apadrinhados, três nomes já estão no bolso do colete de LHM que todos já sabem quem são. 

A não ser, 

claro, que surja um nome que consiga arrastar a multidão pelas ruas ou, como diz um dos mais velhos frequentadores do botequim da vila: “só Deus...”.

A janela partidária

é o período de 30 dias que acontece 6 meses antes do primeiro turno, em cada ano eleitoral. Neste ano, a janela eleitoral ocorreu recentemente, de 5 de março a 3 de abril. Praticamente, estamos a 06 meses das eleições.

No período da

janela partidária, os deputados podem mudar de partido sem serem obrigados a renunciar ao mandato por conta de infidelidade partidária. Essa movimentação faz parte de estratégias eleitorais, tanto regionais como nacionais.

Os ministros,

governadores e prefeitos – para poderem se candidatar a outros cargos nestas eleições – tiveram que renunciar até o sábado (04 de abril). Isso contribuiu para acelerar as decisões de preparo para a competição eleitoral.

Levantamento

feito pelo jornal Folha de S. Paulo, 11 governadores e 20 prefeitos deixaram seus cargos para participarem da disputa eleitoral pela Presidência, governos estaduais, deputados federais e senadores.

Até agora,

os principais pré-candidatos anunciados para a Presidência são três: o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás desincompatibilizado Ronaldo Caiado (PSD).

Nas convenções

partidárias – 20 de julho a 05 de agosto – os partidos terão que definir coligações e candidatos. O registro oficial dos candidatos na Justiça Eleitoral terá que ser feito até o dia 15 de agosto. Após isso, o clima político esquenta até as eleições.

O jornal digital

independente Nexo, sediado em S. Paulo (SP), divulgou em 08/04/2026 o resultado das mudanças de partido dos deputados federais durante a janela partidária, referente a 21 partidos políticos.

Com as mudanças

partidárias três legendas mais cresceram: PL = mais 11 deputados; Pode = mais 8 deputados; PSD = mais 4 deputados. As quatro maiores bancadas ficaram assim: PL = 98 deputados; PT = 67 deputados; PSD = 51 deputados; PP = 50 deputados.

Por outro lado,

três legendas mais diminuíram: União = menos 14 deputados; PDT = menos 6 deputados; MDB = menos 4 deputados. As oito menores bancadas ficaram estas (menos de 20 deputados): PSB, PSDB, PSOL, PDT, PcdoB, PV, Avante, Novo.

Pode-se ver

que o maior partido da Câmara Federal – o PL –, nitidamente conservador, ficou ainda maior com a adesão de outros deputados. O PT, nitidamente um partido de esquerda, continuou em segundo partido na Câmara com o mesmo número de deputados.

Na passagem

do tempo, a política gira como uma roda viva que atropela os acontecimentos, modifica as realidades, altera expectativas, redefine propósitos. Os políticos e eleitores são obrigados a correr desenfreados conforme as circunstâncias.

O vereador 

Rivelino Rodrigues (PP), solicitou informações ao Poder  Executivo sobre o cronograma de trabalho envolvendo a administração, a empresa NeoEnergia Elektro e as empresas de internet e telefonia, no que se refere à remoção e/ou amarração de fios e cabos de internet e telefonia soltos nas vias públicas  e que atrapalham pedestres e veículos. 

O nobre

edil relatou que obteve a informação de que a empresa Neoenergia Elektro está pronta para ajudar. “Acontece que as datas são marcadas, o chamamento acontece, só que as empresas de telefonia e internet não aparecem, ou aparecem representantes de uma ou outra, e isso inviabiliza a execução do trabalho” 

Prosseguiu 

alegando que “Então o Requerimento é para que nós tenhamos a resposta sobre se esse projeto, que infelizmente começou e parou. E precisa ser retomado, até porque não vamos esperar que mais um acidente aconteça, de tantos que já aconteceram e feriram pessoas, inclusive com um caso em que a pessoa foi levada a óbito”. 

Falando

em fios e cabos pendurados nos postes, largados em cima das árvores e jogados  nas ruas e calçadas, como fica quando  o empregado da empresa passa cabo sobre a casa vizinha para a que receberá o serviço de internet ou telefonia, sem autorização?

A expansão

 imobiliária na cidade de Jales com novos loteamentos e empreendimentos residenciais está dando  outra  visibilidade ao seu desenvolvimento urbano.

Porém,

urge que as autoridades se preocupem com o desenvolvimento econômico para melhorar a renda per capita dos trabalhadores a nível local. 

Segundo o


 Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município de Jales fechou o mês de março de 2026 com um eleitorado apto de 35.806 inscritos, sendo 34.538 eleitores ou seja, 96,46% com biometria e 1.268 eleitores, 3,54% sem biometria.

Estão obrigados a votar 30.691 eleitores e 5.115 são facultativos.

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