Separação de resíduos é fundamental para sustentabilidade.
O Tribunal de Justiça de São Paulo ampliou a estrutura para captação de resíduos recicláveis nos prédios do Judiciário de todo o estado. Agora, todas as comarcas que possuem cooperativa/associação credenciada ou que contem com coleta seletiva realizada pela Prefeitura terão ilhas de descarte nas dependências dos fóruns.
O Projeto de Aprimoramento na Gestão de Resíduos Sólidos do TJSP teve início em 2024, quando os prédios da Capital passaram a separar os resíduos em dois grupos: orgânicos e recicláveis. Neste ano, a iniciativa foi expandida para prédios do interior e litoral, em cumprimento à Meta 8.1 do Plano de Logística Sustentável do TJSP 2021/2026, que prevê a implantação da coleta seletiva em 80% das comarcas. A ação também está alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
As ilhas de descarte permitem a separação de resíduos na fonte, evitando o retrabalho das equipes de limpeza e a contaminação de materiais recicláveis. Cada ilha conta com duas lixeiras: uma destinada a resíduos orgânicos (saco preto) e outra a resíduos recicláveis (saco azul). Nos recipientes para recicláveis devem ser descartados papéis, caixas de papelão, isopores, plásticos, alumínio, vidro e outros materiais recicláveis. Já os resíduos orgânicos incluem restos de alimentos, papéis de extrato bancário, plantas, fitas e etiquetas adesivas. Resíduos especiais, como pilhas, baterias, lâmpadas, medicamentos e eletrônicos, possuem destinação própria e não devem ser descartados nas ilhas.
A iniciativa também reforça o compromisso ambiental do Tribunal. Com cerca de 700 prédios e 65 mil pessoas em atividade — entre magistrados, servidores e colaboradores terceirizados —, a estrutura do TJSP movimenta recursos comparáveis aos de muitas cidades brasileiras. Nesse contexto, políticas voltadas à racionalização de recursos, ao descarte adequado de resíduos e à digitalização de processos têm sido essenciais para reduzir impactos ambientais e econômicos.
Os administradores prediais receberam e-mail com orientações detalhadas sobre a implantação das ilhas de descarte e a doação das lixeiras antigas. Na Comarca de Ribeirão Pires, por exemplo, diversos cestos foram repassados à instituição “Tornar a Brotar”, que desenvolve atividades em creches e instituições de acolhimento. Os materiais foram reaproveitados para trabalhos de artesanato com crianças e adolescentes.
Comunicação Social TJSP – BC (texto) / MS (arte)
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