| Triagem do projeto Recomeçar no RS. (Crédito: Divulgação Hospital Moinhos de Vento) |
Abertas as inscrições do Recomeçar, iniciativa do Hospital Moinhos de Vento oferece suporte gratuito para comunidades afetadas pelas enchentes de 2024, em parceria com o Ministério da Saúde
Estão oficialmente abertas as inscrições para a participação no projeto Recomeçar, uma iniciativa pioneira no país voltada ao cuidado da saúde mental para as pessoas afetadas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, lançada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). As inscrições para participar da triagem do projeto estão disponíveis para pessoas com 16 anos ou mais que tenham sido diretamente afetadas pelas cheias, seja por terem precisado se deslocar de suas residências ou por perdas materiais e emocionais significativas. O programa espera receber em média 10 mil pessoas nesta primeira fase de triagem.
O hospital, sediado em Porto Alegre, contou com a sua própria experiência na linha de frente – dando suporte aos colaboradores, seus familiares e às comunidades atingidas pelas cheias – para criar o programa. A iniciativa adota o protocolo Enfrentando Problemas+ (EP+), desenvolvido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma intervenção psicológica baseada em técnicas validadas internacionalmente para pessoas expostas a situações adversas.
A abordagem consiste em até sete encontros que oferecem ferramentas práticas para o manejo do estresse, dos problemas do dia a dia e para a melhoria do bem-estar. "Trata-se de um cuidado que vai além da perda material. Nosso objetivo é reduzir os impactos na saúde mental associados a essa experiência, que podem persistir por anos", explica Regis Goulart Rosa, médico intensivista e chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento.
O processo de participação envolve três etapas: pré-triagem online através de formulário de interesse, triagem para avaliação de sintomas de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, e programa de apoio psicológico para aqueles que se encaixarem nos critérios estabelecidos. As pessoas que não forem selecionadas para o programa receberão um material de apoio com orientações e serviços disponíveis para cuidados em saúde mental. De acordo com Geraldine Trott, líder operacional da iniciativa, “a equipe do projeto é multidisciplinar, composta por profissionais qualificados e capacitados em saúde mental, com supervisão de psicólogos e psiquiatras.”
“O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável. Trata-se de uma oportunidade única para desenvolver e adaptar estratégias eficazes de cuidado em saúde mental no Brasil", destaca Christian Kieling, psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento e um dos profissionais envolvidos no projeto. Para Admilson Reis, superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento, que apresentou o projeto na COP30 – painel sobre saúde, resiliência e justiça climática –, a relevância da iniciativa se justifica pelo fato de que “catástrofes naturais podem gerar impactos psicológicos que perduram por até uma década, afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas”.
As enchentes de 2024 trouxeram à tona a urgência de cuidar da saúde mental em larga escala. Por isso, “mais que uma resposta emergencial, o Recomeçar oferece um modelo estruturado de enfrentamento psicológico para situações de desastres climáticos que pode até apoiar futuras políticas públicas na saúde pública”, afirma Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento. Com duração prevista até dezembro de 2026, a iniciativa também será palco de um estudo sobre os resultados do programa, a fim de contribuir com dados científicos para o preparo do sistema de saúde brasileiro diante de cenários climáticos extremos.
SERVIÇO:
- Onde se inscrever? Acesse este LINK e preencha o formulário de participação.
- Público-alvo: pessoas afetadas pelas enchentes de maio de 2024, no Rio Grande do Sul.
- Quem pode participar? Necessário ter 16 anos ou mais. Para jovens menores de 18 anos, a autorização de um responsável legal é exigida.
- Próximos passos: Após o preenchimento da triagem, um profissional da equipe do projeto entrará em contato.
Sobre o Hospital Moinhos de Vento
Com o propósito de Cuidar das Pessoas, integrando assistência, pesquisa e educação, o Hospital Moinhos de Vento, fundado em 1927, foi o segundo hospital do país acreditado pela Joint Commission International (JCI), sendo reacreditado pela oitava vez consecutiva em 2023. Possui um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. É um dos sete de referência do Brasil segundo o Ministério da Saúde e o único fora do eixo-SP a integrar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Melhor hospital da Região Sul e quarto melhor hospital do País, de acordo com a revista Newsweek, e melhor empresa do País no segmento Saúde no Anuário Época Negócios. Recentemente, o Hospital Moinhos de Vento conquistou mais dois importantes reconhecimentos na América Latina: foi eleito pela Latam Business Conference o terceiro melhor do continente e o segundo melhor do Brasil no Top Ranking Latam Best Hospitals. Em outro ranking, elaborado pela Intellat, Moinhos foi o segundo melhor da América Latina em telemedicina e experiência do paciente. Saiba mais no nosso site e nos siga no LinkedIn e Instagram.
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