Aconteceu de 3 a 5 de março, na sede da Defesa Agropecuária em Campinas, treinamento realizado pela Coordenadoria de Inteligência e Trânsito (COINT) com o objetivo de capacitar cerca de 50 servidores que contarão com o auxílio de drones para a realização das atividades de fiscalização nas áreas animal e vegetal. A atividade foi conduzida pelas médicas-veterinárias Erika Mello e Sabrina Latorre, coordenadora da COINT e chefe da Divisão de Inteligência, respectivamente.
“O uso dos drones passa a ser mais uma ferramenta para auxiliar as ações de fiscalização tanto na área animal, como na vegetal. A atuação dos drones podem surtir resultados que não alcançaríamos sem eles, seja pela dificuldade de acesso ao local fiscalizado ou ainda por incapacidade de cobrir uma área mais extensa ou de posicionamento mais adequado para a produção de provas de fiscalização. Essas dificuldades podem ser contornadas com essa nova aquisição, que aumentará a precisão e a segurança de nossos servidores durante as atividades”, destacou a coordenadora da COINT.
A atividade abordou a legislação vigente para os voos de drones, o cadastro dos servidores no sistema SARPAS do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável por aprovar as solicitações de voo das aeronaves remotamente pilotadas, boas práticas e prevenção de acidentes, dentre outros temas. Na parte prática, os servidores dividiram-se em duplas para realizarem voos coletivos seguindo as orientações repassadas durante o módulo teórico.
Inicialmente, os servidores contarão com 15 aparelhos que serão distribuídos dentre os 16 Departamentos Regionais e a sede, conforme a demanda.
Na área da Defesa Agropecuária, o uso desta tecnologia auxilia os fiscais nas ações envolvendo fertilizantes (inspeção de plantas industriais, amostragem de fertilizantes a granel); agrotóxicos (auxílio nas buscas por agrotóxicos ilegais em grandes propriedades ou empresas); sementes e mudas (fiscalização em campos de sementes, localização de áreas de plantios e de viveiros); área animal (levantamentos de rebanhos, identificação de locais com rebanhos ou áreas com criatórios de animais, como, por exemplo, criadores de frangos); orgânicos (inspeção em propriedades, levantamento de insumos proibidos, auditoria em propriedades certificadas); aviação agrícola (inspeção em pátios de descontaminação, verificação de ação da deriva em denúncias); sanidade vegetal (utilização em levantamentos e monitoramentos de pragas dos vegetais), trânsito (monitoramento aéreo da região próxima ao local da fiscalização volante) e inteligência (levantamento de dados sobre movimentação animal), entre outras.
“O treinamento foi muito proveitoso e nossos fiscais se dedicaram muito a aprender o conteúdo ensinado. Foi motivo de orgulho vê-los já pilotando após a parte teórica do treinamento e participando ativamente, trazendo suas dúvidas e experiências. Estamos otimistas com o início da utilização desta inovação na Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo e acreditamos que, em breve, já poderemos começar a ver os frutos dos primeiros voos de nossos drones. O agronegócio paulista só tem a ganhar com um trabalho mais moderno da Defesa”, destaca Erika.
Por Felipe Nunes
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