Em 2025, a cadeia produtiva da fruticultura correspondeu à metade dos atendimentos realizados pelas Casas da Agricultura e CATI Regional Jales
A região de Jales se destaca no agronegócio paulista pela produção de frutas, principalmente laranja, limão, tangerina e uva. No ano passado, por meio de suas Casas da Agricultura e Regional, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), prestou aproximadamente 8.000 atendimentos, com cerca de 50% correspondentes à cadeia produtiva de fruticultura.
A estratificação geral das Unidades de Produção Agropecuária (UPAs) caracteriza-se por áreas menores que 50 hectares e predomínio da mão de obra familiar. Esse é um dos motivos da diversificação agrícola na região, de acordo com o chefe de Divisão da CATI Regional Jales, Luciano Martines. “A citricultura está presente em todos os 22 municípios da região. Atualmente, contabilizamos aproximadamente cinco milhões de plantas de citros, sendo 3,5 milhões de pés de laranja, o que demanda atendimento em várias frentes, seja para crédito, projetos de financiamento, regularização ambiental e políticas públicas, para os mais de 1.500 produtores envolvidos nessa cadeia produtiva. Essa produção abastece mercados regionais, grandes centros e outros estados”, informa.
Já as pastagens ocupam 56% da área total, com a atividade de bovinocultura de leite e de corte em 5.200 propriedades. Segundo Martines, a pecuária leiteira possui alta demanda de orientação técnica, pois envolve, em sua maioria, pequenos produtores, com desenvolvimento do Projeto CATI Leite em suas UPAs.
Na olericultura, há destaque para a produção de tomate e demais olerícolas em Paranapuã e Mesópolis, sendo observada expansão nos últimos anos em outros municípios da região. “A participação dos produtores em políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estimula a atividade de olericultura. Isso nos permite oferecer diversos cursos na área”, ressalta o chefe de Divisão.
Menos tradicionais
“O açaí é uma novidade, com algumas pequenas áreas produtivas e outras em início de implantação, destacando as que são cultivadas em consórcio com cacau. Também aumentou o interesse pelas frutas vermelhas, em especial o mirtilo. Como nossa região possui produtores com o perfil para a fruticultura, existe uma perspectiva positiva para a introdução dessa cultura”, complementa Martines.
Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a SAA-SP atua como a ponte entre a tradição e o novo potencial da região. “Estamos atentos ao movimento dos produtores e às novas exigências do mercado. Nosso compromisso é fortalecer as culturas que já são o coração econômico da Regional Jales, bem como dar o suporte técnico necessário para que o mirtilo, o cacau e o açaí deixem de ser promessas e se tornem realidades lucrativas”, destaca Pereira.
Os municípios atendidos pela Regional são: Aparecida d'Oeste, Aspásia, Dirce Reis, Dolcinópolis, Jales, Marinópolis, Mesópolis, Nova Canaã Paulista, Palmeira d'Oeste, Paranapuã, Pontalinda, Rubinéia, Santa Albertina, Santa Clara d'Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Rita d'Oeste, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa, São Francisco, Três Fronteiras, Urânia e Vitória Brasil.

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