Materializações confundidas com a ressurreição

 

por José Reis Chaves

Os apóstolos nada sabiam de materializações de espíritos. Elas parecem com a ressurreição. E é possível que elas estivessem incluídas nas muitas coisas que Jesus desejava falar aos seus discípulos, mas não falou, pois eles não tinham condições de as compreender (João 16: 12 e 15). Realmente, só no final do Século 19 e princípio do 20, é que as materializações de espíritos começaram a ser conhecidas pelos estudiosos da ciência dos fenômenos espíritas.

E elas não são somente de espíritos, mas também de animais, plantas e frutos até de fora de épocas deles. A mitologia e o folclore mundiais costumam narrar esses fenômenos.

Para haver materializações, tem que haver a presença de um médium especial. E para leigos no assunto, como eram os discípulos de Jesus, aos quais já nos referimos, a primeira  impressão que se tem da materialização do espírito de uma pessoa morta é de que ela ressurgiu novamente viva. Veja-se que o verbo usado por mim e todos que falam nesse assunto é ressurgir, de que vem também a palavra ressurreição e que significa exatamente surgir de novo. E o sentido de ressurgir é, pois, de que ela já surgiu antes, pelo menos uma vez. Ora, isso lembra também a ressurreição de Jesus que seria o ato de surgir de novo de sua pessoa que morreu. Só que é somente do espírito, como na reencarnação, com outro corpo que não é aquele que foi para o cemitério, pois ele é composto do ectoplasma do médium presente na materialização e de que o espírito manifestante se vale para se materializar. E como já dissemos em outras colunas, o ectoplasma foi descoberto pelo francês Charles Richet, que foi um cientista de ponta com Prêmio Nobel de Medicina e Química de 1913.

Mas, provavelmente, algum leitor de O TEMPO pode estar perguntando sobre a origem do ectoplasma e como é um médium que o tem e como o adquiriu. O ectoplasma entra no corpo do médium como entra no corpo de qualquer pessoa através dos alimentos e bebidas que nós consumimos. E é importante sabermos que quando ele é demais ou de menos em nossos corpos, ele prejudica a nossa saúde. E as bênçãos ou passes magnéticos em pessoas equilibram a quantidade normal dele. E um detalhe surpreendente, Freud dava passes em seus pacientes. É o que afirma o cientista grego químico residente no Brasil, Dr Matthieu Tubino com pós-doutorado na Suíça e contratado da Unicamp, em seu livro “Um Fluido Vital” Chamado Ectoplasma, Editora Lachâtre, pág.40.

E voltando ao tema principal dessa coluna, será que os apóstolos  confundiram as materializações do Espírito de Jesus com o que chamaram de Ressurreição Dele?

José Reis Chaves é professor aposentado de português e literatura, formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.  contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook. Email:  jreischaves@gmail.com).

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