Equipe médica da Santa Casa de Barretos realiza procedimento cardíaco inédito com tecnologia minimamente invasiva









O implante de válvulas biológicas por cateter amplia alternativa de tratamento para pacientes com alto risco cirúrgico

A equipe médica do Anexo A da Santa Casa de Barretos realizou, pela primeira vez, a Intervenção Tricúspide Heterotópica com o sistema TricValve, um procedimento minimamente invasivo indicado para o tratamento da insuficiência tricúspide grave em pacientes com alto risco para cirurgia cardíaca convencional, conhecida como cirurgia de peito aberto. A insuficiência tricúspide grave é uma doença que afeta diretamente a válvula tricúspide, localizada do lado direito do coração.

Segundo o cardiologista intervencionista dr. Márcio Rogério Braite, a realização do procedimento representa um avanço para o hospital e amplia as possibilidades de terapias estruturais cardíacas de alta complexidade. “A insuficiência tricúspide grave ocorre quando a válvula tricúspide não consegue se fechar adequadamente, provocando refluxo de sangue no coração. A condição pode causar sintomas como inchaço nas pernas, cansaço, retenção de líquidos e, em casos mais avançados, insuficiência cardíaca. Para pacientes com risco elevado para cirurgia convencional, as terapias por cateter representam uma alternativa importante de tratamento”, explicou o médico.

De acordo com o dr. Márcio, o procedimento realizado em Barretos foi feito por via transcateter, ou seja, sem necessidade de cirurgia abertura de uma grande área no peito do paciente. “Por meio de uma veia, geralmente na região da virilha, introduzimos um cateter que conduz as próteses até as grandes veias que chegam ao coração, a veia cava superior e a veia cava inferior. As válvulas implantadas nessas estruturas ajudam a reduzir o refluxo sanguíneo provocado pela insuficiência tricúspide”, afirmou.

Todo o procedimento foi guiado por exames de imagem em tempo real, fluoroscopia e ecocardiografia, que permitem maior precisão no posicionamento das próteses e muito mais segurança no tratamento. “Nesse procedimento, o implante foi realizado com posicionamento adequado das próteses e evolução clínica favorável da paciente, caracterizando um resultado bem-sucedido. Após a intervenção, a paciente apresentou quadro clínico estável e permanece em recuperação na enfermaria, com previsão de alta hospitalar”, destacou o cardiologista.

Entre os principais benefícios esperados estão a melhora dos sintomas da insuficiência cardíaca, a redução do inchaço e da congestão venosa, além da melhora da qualidade de vida, com a possibilidade de diminuir a necessidade de internações hospitalares.

O procedimento contou com uma equipe multidisciplinar formada pelos cardiologistas intervencionistas Márcio Rogério Braite e Matheus Zanatta, pelo cardiologista Bruno Bachiega, da Fundação Pio XII, pela ecocardiografista Caroline Braite, pelo anestesiologista Dr. Vinícius Tadeu Nogueira da Silva do Nascimento, além da equipe de enfermagem especializada da hemodinâmica.

O sistema TricValve, utilizado no procedimento, apresenta características tecnológicas específicas, como a tecnologia Dry Tissue, um tecido desidratado e livre de glutaraldeído que pode reduzir o risco de calcificação e aumentar a durabilidade das próteses. O dispositivo também possui um sistema pré-carregado, que simplifica o preparo e contribui para maior segurança durante o implante.

De acordo com Braite, os avanços tecnológicos têm possibilitado novas alternativas terapêuticas para pacientes que antes tinham opções limitadas de tratamento. “Os avanços na cardiologia são resultado do trabalho conjunto entre equipes médicas, instituições de saúde e o desenvolvimento tecnológico. A incorporação de novas terapias reforça o compromisso da Santa Casa de Barretos e do Hospital de Amor com a inovação e com a oferta de tratamentos modernos via SUS para a população”, afirmou.

O médico também destacou o apoio institucional para a realização do procedimento inédito. “É importante ressaltar o apoio institucional da Santa Casa de Barretos e do Hospital de Amor, que têm incentivado a incorporação de novas tecnologias e o desenvolvimento de terapias cardiovasculares avançadas. Esse suporte foi fundamental para viabilizar a realização deste procedimento”, finalizou.

Foto1: Dr.Márcio Rogério Braite com as duas próteses e o modelo impresso 3D do próprio coração do paciente;

Créditos:Divulgação

PARCERIA COMUNICAÇÃO

por Luciana Gom
e
TamireFurniel






















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