Cuidar do cérebro não é só estilo de vida: método brasileiro potencializa a memória e melhora o humor e o bem‑estar de idosos
Pesquisa da USP atesta a eficácia do Supera e participantes relatam combate a solidão, e rotinas cheias de propósito em encontros semanais
Quando a aposentadoria chega, muitos imaginam mais tempo livre, mas também dão de encontro com a necessidade de manter a mente ativa. É nesse ponto que o método Supera ganhou espaço na rotina de idosos Brasil afora: aulas semanais com exercícios lúdicos de raciocínio, memória e atenção que, mais do que treinar habilidades, criam um hábito social e prazeroso.
Mas não se trata apenas de uma ‘’sensação’’. Um ensaio clínico conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), com colaboração do Departamento de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP) e Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Divisão de Neurologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, acompanhou 207 pessoas com 60 anos ou mais ao longo de dois anos e comprovou a eficácia do método.
Como resultado, foram observados: maior fluência verbal e flexibilidade mental, aumento da segurança cognitiva, ganhos nas funções executivas, melhora significativa da cognição global, impacto funcional na autonomia e, sobretudo, manutenção desses ganhos por até 12 meses.
O que torna o Supera diferente?
Segundo quem vive a experiência, não é só o resultado dos testes: são as aulas. Jogos de tabuleiro e online, cálculos com ábaco, desafios mentais e exercícios de fluência verbal compõem sessões de duas horas que misturam desafio intelectual e conversa animada. “É o nosso músculo genial que exercitamos”, diz Rosangela Marcondes, participante do método Supera, ao descrever as atividades como curiosas, divertidas e instigantes.
Para muitos, a transformação vai além da cognição. Os participantes relatam, também, melhora do ânimo, redução de sintomas depressivos e uma sensação de pertencimento. O próprio estudo associou maior bem‑estar ao grupo que frequentou as aulas presenciais. O componente social, dizem os alunos: ‘’o compromisso semanal combate a solidão e cria rotinas cheias de propósito’’, completa Rosângela.
Para Patrícia Lessa, neuropsicopedagoga com especialização em gerontologia e diretora pedagógica do Supera, ‘’Os benefícios observados se aplicam a idosos saudáveis sem diagnóstico de demência. Nos casos de doenças neurodegenerativas, a estimulação cognitiva atua como preservação das funções ainda mantidas. Ainda assim, a recomendação é clara: começar cedo, cultivar curiosidade e inserir desafios cognitivos na rotina ajuda a manter autonomia e prazer com o passar dos anos’’.
No fim das contas, a pesquisa e os relatos constatam que movimentos simples, como transformar aula em encontro, exercício em hábito, atividade em vínculo pode, sim, definir a ‘’velhice’’ como um tempo ativo, social e cheio de aprendizado. Quem busca envelhecer com qualidade pode encontrar no treino cognitivo não só ganho mental, mas também mais ânimo de viver.
Sobre o Supera
O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.
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