Carta aberta em memória da professora Nádia Cristina Curti




A professora Nádia Cristina Curti era: Nádia, a esposa do Marcelinho. Nádia, a mãe do Alexandre e  Nádia, avó da Malu.  Também era conhecida por muitos outros nomes: a Nádia do Gandur, a Nádia do 5º ano do Gandur. Para gerações de crianças, ela foi simplesmente a professora Nádia — presença constante, voz forte, marcante e olhar atento dentro da sala de aula.

Durante cerca de duas décadas dedicadas ao serviço público, sua vida foi marcada pelo compromisso com a educação das crianças dos bairros Arapuã, Santo Expedito e comunidades vizinhas. Ali, entre cadernos, histórias e descobertas, ela ajudou a construir os primeiros passos de centenas de estudantes.

Se quisermos falar em números, eles também contam uma história.

Em aproximadamente 20 anos de trabalho, estima-se que a professora Nádia tenha acompanhado ao menos 20 turmas. Considerando uma média de 30 alunos por sala, seu ensino pode ter impactado a vida de cerca de 600 crianças.

Seiscentas vidas tocadas por sua paciência, por sua dedicação e pelo cuidado que só um educador verdadeiro consegue oferecer.

Mas, na verdade, o legado de Nádia nunca caberá em cálculos, números e planilhas.

Ele permanece nas primeiras leituras aprendidas, nos cadernos preenchidos com esforço, nos conselhos dados com carinho e nas memórias que os alunos levam para toda a vida.

Para colegas, funcionários, alunos e famílias, Nádia não era apenas parte da escola, não era apenas um número.

Ela era movimento,  viva de coração, presença, seriedade e profissionalismo.

Hoje fica a saudade, mas também a gratidão por uma vida inteira dedicada a ensinar, cuidar e acreditar no futuro de tantas crianças.

E é justamente por isso que a professora Nádia permanece viva naquilo que mais amava:

na memória de cada aluno que passou por sua sala de aula. A voz linda, forte, constante de Nádia ecoa pelos corredores da Escola Municipal Professor Alberto Gandur.

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