Mediunidade, Parapsicologia e Ciência empírica

 



José Reis Chaves

Leitores de minha coluna sugeriram-me fazer outra matéria com o mesmo assunto da citada, a fim de que seu interessante e muito importante assunto seja melhor compreendido e fique bem gravado na memória dos seus leitores.

E assim sendo, vamos então voltar ao assunto da ciência sobre o que para ela é considerado científico e o que é pseudocientífico. Ela, a ciência, quer sempre se caracterizar como sendo empírica, ou seja, uma ciência que se baseia em fatos e fenômenos que sejam fartamente comprovados por numerosas repetições. Não sendo assim, para ela os fatos ou fenômenos, de qualquer natureza que eles sejam, deixam de ser considerados como sendo legitimamente científicos.

 Porém, há os fatos que, dispensam as repetições, pois, ditos por uma só vez, já são suficientes para serem considerados, racional e filosoficamente, como sendo verdades incontestáveis, dispensando-se, pois, que sejam passados pelos processos empíricos de repetições dos fatos e fenômenos, para serem considerados como sendo verdadeiramente científicos. Eles são também semelhantes às verdades matemáticas que, igualmente, não precisam ser empíricas ou repetitivas para terem o aval da ciência. Um exemplo: quinze divididos por três são cinco e ninguém duvida disso! Outro exemplo igual a esse é um princípio filosófico ou racional que dispensa também o empirismo ou repetições, a fim de que seja tido igualmente como verdade científica incontestável é o constante da seguinte afirmação: Todo animal é mortal, logo o homem é mortal, pois é um animal!

Creio que ficou bem claro o assunto. Mas com os fatos ou fenômenos chamados de paranormais ou supranormais pela Parapsicologia, tais como os da mediunidade e os das meditações dos místicos denominados de êxtases, a ciência empírica ou das repetições dos fenômenos é impossível, pois eles não ocorrem à bel vontade dos médiuns, dos místicos e, principalmente, dos cientistas que os estudam. Em outras palavras, como vimos, eles são espontâneos, ou seja, não podem ser forçados. Portanto, não podem ser comprovados pelo método repetitivo da ciência empírica. E, assim, a ciência não pode considerá-los como sendo científicos e seriam vistos, então, à moda de exemplos matemáticos, filosóficos e racionais, o que não deixa de dar-lhes, também, um respeitado valor que o grande kant  já vislumbrava.

E os ingleses Jonh Locke e Francis Bacon são considerados os pais da ciência empírica. Locke é o criador da discutida Tábula Rasa segundo a qual as pessoas, ao nascerem, têm a sua mente como se fosse uma página em branco sem o registro de nenhum conhecimento.  

José Reis Chaves é professor aposentado de português e literatura, formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier.  contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook. Email:  jreischaves@gmail.com).

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