Especialista alerta para riscos de escanear códigos desconhecidos e pagar taxas por produtos não solicitados
Um novo tipo de fraude tem preocupado consumidores em todo o país: o chamado “golpe da encomenda”. A prática consiste no envio de produtos que não foram solicitados, geralmente acompanhados de um QR Code ou de uma suposta cobrança de taxa de entrega. Ao tentar entender do que se trata, a vítima escaneia o código ou acessa o link indicado e acaba fornecendo dados pessoais aos criminosos. De acordo com o advogado Douglas Galiazzo, professor do curso de Direito da Estácio, esse tipo de golpe não é exatamente novo, mas tem ganhado novas versões.
“Golpe de encomenda ou golpe da taxa de entrega é um golpe que já está há um bom tempo sendo aplicado, ele só vai alternando as regiões onde são aplicadas e os produtos que estão sendo ofertados. A estratégia é adaptável e acompanha tendências de consumo para se tornar mais convincente”, explica o advogado.
Os criminosos utilizam diferentes meios para abordar as vítimas. “Geralmente praticam este delito usando SMS, contato via WhatsApp, ligação telefônica ou apresentação de um QR Code para ser escaneado. Dessa forma, a vítima interage compartilhando dados, acessando links e fornecendo até mesmo dados sensíveis aos criminosos. Muitas vezes, o pretexto é o recebimento de um produto, promoção ou brinde que nunca foi comprado ou solicitado”, alerta o professor.
Segundo o especialista, um dos principais riscos está justamente no uso de QR Codes desconhecidos. “Escanear um QR Code desconhecido pode levar a vítima para algum site ou conta bancária que não corresponda com a sua expectativa”, afirma. Além da captura de informações como RG, CPF, data de nascimento e senhas bancárias, também há o perigo da instalação de vírus ou outros programas maliciosos no celular ou computador, capazes de extrair dados confidenciais e ampliar os prejuízos.
Para evitar cair na fraude, é fundamental desconfiar de qualquer cobrança relacionada a produtos não adquiridos. “O sinal mais visível é a cobrança de algum produto que você não comprou, o pagamento de uma taxa de entrega de algo que você não encomendou ou até mesmo de um presente que exigiria pagamento para ser recebido. Caso a pessoa perceba que forneceu dados por engano, a recomendação é agir rapidamente e trocar senhas de aplicativos bancários, redes sociais, e-mail e do próprio aparelho celular, reduzindo os riscos de novos acessos indevidos”, conclui Galiazzo.
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