Folhageral: Explanação sobre metas fisicais, aponta um déficit de R$ 29 milhões nos tesouro municipal

 No demonstrativo 

de receita e despesa do Município de Jales para o exercício de 2026, estava lá: Superávit do orçamento Corrente R$ 17.035.486,69.

Na apresentação

foto/assessoria de imprensa câmara municipal jales

em audiência púbica realizada pela Prefeitura na quarta-feira (25/02/26), referente ao cumprimento das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2025, anunciou-se que o “resultado primário foi um déficit de R$ 29.182.169,00”.  Foto - técnicos da PM Jales na apresentação das metas fiscais

No portal do TCE-SP

(Tribunal de Constas do Estado de SP), sobre as contas da Prefeitura de Jales no exercício de 2025, que ainda estão sendo analisadas, consta do valor da Receita Total de R$ 288,92 milhões e o valor da Despesa Total de R$ 317,31 milhões.

O último relatório

de acompanhamento das contas do Município de Jales (Relatório de Alerta), emitido pelo TCE-SP sobre as contas de 2025, aconteceu em agosto/2025. Esses relatórios são úteis para que as Prefeituras façam ajustes durante o ano.

As contas das

Prefeituras têm como responsáveis diretos os prefeitos. Eles são prefeitos porque decidiram e foram eleitos pela população. E sabe das responsabilidades do cargo. Portanto, devem escolher seus assessores por critérios consistentes.

Administração

de Prefeituras não é uma tarefa simples. Não é tarefa para amadores, para escolhidos por indicações políticas nem por laços de amizade. Bons prefeitos podem não cumprir metas financeiras, mas podem mostrar que agiram com idoneidade e relevância.

Para os eleitores

descuidados, é preciso observar que há prefeitos que apresentam prestações de contas superavitárias e cumprem seus mandatos sem sofrer qualquer denúncia. Mas pouco ou nada contribuíram para a melhoria da cidade e município.

Há o dito popular:

“Todo cuidado é pouco”. Isto significa que em situações importantes, há necessidade de tomar a máxima atenção para não correr riscos de aborrecimentos. Tanto nas eleições municipais como nas eleições gerais, é bom ficar atento.

A plataforma

digital Gasto Brasil, nesta sexta-feira (dia 27), indicava que – de 1º de janeiro de 2026 até este dia – o município de Jales havia gasto R$ 43.476,215,00 e havia arrecadado de tributos municipais bem menos: R$ 5.810.109,00.

Já o site oficial

do Município, na mesma data, apontava o recebimento neste 2026 do valor de R$ 57.404.981,00 (incluídos todos os impostos e repasses constitucionais da União e do Estado). 

E despesas

num total de R$ 23.673.435,58 do total empenhado de R$ 138.160.836,44.

As informações

internas e externas das contas públicas, disponíveis de forma transparente, são úteis para os gestores do Poder Executivo Municipais, para os Legisladores Municipais e para a população. 

Elas colocam

os políticos, os gestores, os fiscalizadores e os eleitores no mesmo barco, na condição de responsáveis pelas contas públicas. Neste barco, não há inocentes. Os que colocam a culpa nos outros, são ignorantes ou cínicos. Ou as duas coisas.

Na política local,

cidadãos que até pouco tempo diziam que não gostavam de política, agora começam a botar as manguinhas de fora. Agora eles dizem que “com toda certeza” seus nomes estarão nas listas de candidatos a vereador em 2028.

Depois das eleições

gerais deste ano de 2026, será tempo de se preparar para se apresentar com conceitos e propostas, que sejam simples, desejáveis e factíveis para a população. Assim será bem melhor do que somente arriscar para ver o que acontece.

Ha uma notícia

explosiva sobre Edinho Araújo, que já foi prefeito de Santa Fé do Sul, deputado estadual, deputado federal e prefeito de São José do Rio Preto. Depois de 35 anos no MDB, ele já terá comunicado ao partido a sua retirada.

Trata-se de

mais um furo no barco do velho e glorioso MDB, ideológico e popular, tendo em vista que ele não está se aposentando da política. Sem ele, os emedebistas da região devem buscar outro representante à altura da competência dele.

Não dá para

entender certas coisas dos vereadores jalesenses. Apenas um deles compareceu à audiência pública convocada pelo Executivo Municipal para apresentar dados importantes, sobre as receitas e despesas.

Nem

os que defendem o prefeito abertamente, com unhas e dentes, se fizeram presentes à importante audiência pública. Trata-se de um ato obrigatório, nos três quadrimestres do ano, a Fazenda Municipal prestar contas das despesas e receitas ao público.

Não adianta

organizar as audiências públicas de elevada importância e cientificar os vereadores, os representantes de partidos, os líderes de bairro, imprensa, a população e outros, se muitos não comparecer para conhecer e discutir os dados.

Os acomodados,

que insistem em permanecer à toa na zona de conformo, colocam-se na situação de indivíduos medíocres, que não conseguem se promover como pessoas úteis para si mesmo e para os outros que precisam deles.

Uns 

poucos que até outro dia em Jales, não se ouvia falar que gostavam de política, estão colocando as manguinhas de fora e mandando ver. 

Como

dizem: “com toda certeza”, seus nomes estarão numa lista de prováveis candidatos a vereador em 2028. 

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