CECON FECAP analisa mercado de trabalho no estado de São Paulo no 4º trimestre de 2025


 

Crédito: Freepik.

No quarto trimestre de 2025, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou um aumento de 260 mil postos de trabalho no Estado de São Paulo, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior. A força de trabalho aumentou, mas também sem variação estatisticamente significativa. Assim, a taxa de desemprego atingiu 4,7%, com ajuste sazonal, o que representou uma redução de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior.
 

A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 5,1%. As maiores taxas foram observadas em Pernambuco (8,8%) e no Amapá (8,4%), enquanto as menores estão em Santa Catarina, com 2,2%, e no Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com 2,4%.
 

O rendimento real mensal médio alcançou R$4.324, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.
 

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior
 

Em comparação com o quarto trimestre de 2024, os postos de trabalho aumentaram e a força de trabalho diminuiu, mas sem variações estatisticamente significativas. Assim, a taxa de desemprego diminuiu 1,2 p.p. no período. Já o rendimento real mensal médio, novamente não apresentou variação estatisticamente significativa.
 

Em relação à posição na ocupação desses postos de trabalho, a única variação estatisticamente significativa ocorreu para os empregadores sem registro no CNPJ (-33,1%), que representam as pessoas que exploram o próprio empreendimento e contratam trabalhadores, mas estão na informalidade.
 

Para a atividade do trabalho principal ocupado, nenhuma apresentou variação estatisticamente significativa.
 

Divisão por grupo
 

A taxa de desemprego foi de 3,9% entre os homens e de 5,7% entre as mulheres. Por cor ou raça, a taxa foi de 4,2% (branca), 4,4% (preta) e 5,7% (parda).
 

Na divisão por grupos de idade, o destaque foi a taxa de desemprego entre 18 e 24 anos, de 9,8%. E na divisão por nível de instrução, a maior taxa foi de 9,2% (ensino médio incompleto ou equivalente) e a menor, de 3,1% (ensino superior completo ou equivalente).
 

O rendimento real mensal médio para os homens foi de R$4.838 e para as mulheres R$3.686. Por cor ou raça, o valor foi de R$5.210 (branca), de R$3.074 (preta) e de R$ 3.147 (parda).
 

O rendimento das pessoas com idade entre 18 e 24 anos foi de R$2.318. E na divisão por nível de instrução, as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente receberam R$2.239, enquanto que as pessoas com ensino superior completo ou equivalente receberam R$7.601.
 

Taxa composta de subutilização
 

A taxa composta de subutilização, resultado da soma da taxa de desemprego, da taxa de força de trabalho potencial e da taxa de subocupação, atingiu 10,8%, o que representa uma redução de 1,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024. Para a média do País, a taxa foi de 13,4%.
 

Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela inclui também as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.
 

A taxa da força de trabalho potencial, que reflete as pessoas com potencial para estarem na força de trabalho, mas ocorreu um descompasso entre a busca por trabalho e a disponibilidade para trabalhar, foi de 2,9%. Já a taxa de subalocação, que reflete os trabalhadores que trabalham menos horas do que gostariam, alcançou 3,2%.
 


Outras informações
 

O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho foi de 1,2%. O percentual representa as pessoas que gostariam de trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar por falta de vagas, de experiência, de idade suficiente ou de oportunidade de emprego na sua localidade. Para a média do País, a taxa foi de 2,4%.
 

Já a taxa de informalidade foi de 29,7% entre a população ocupada. A taxa inclui as pessoas ocupadas: como empregado no setor privado e trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada; por conta própria e como empregador sem registro no CNPJ; e o trabalhador familiar auxiliar. No Brasil, a taxa foi de 37,6%.
 

Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho fechou o ano de 2025 com um bom desempenho em razão da queda da taxa de desemprego e da melhoria nas condições de inserção no mercado de trabalho em comparação com 2024, apesar do rendimento real mensal médio ter se mantido estatisticamente estável. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.
 

Expediente CECON

Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor

Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas

Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.
 



Sobre a FECAP 

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.

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