por José Reis Chaves
Eu tenho divulgando à saciedade que o significado correto da palavra eterno na Bíblia, pela sua origem do hebreu, grego e latim tem o significado de tempo indeterminado, mas que foi traduzida, erradamente, por tempo sem fim ou sempiterno. E Leão XIV tem destacado muito que a Igreja deve ser de amor.Os teólogos sempre nos ensinaram não tanto um Deus de amor e Pai, mas vingativo para os que pecam e que, pois, temos que ter muito cuidado com Ele, já que pode nos jogar no inferno, que seria um lugar de dolorosos sofrimentos eternos, doutrinando erradamente que eterno é para sempre. Reiteramos que essa palavra significa tempo indeterminado e não sem fim. Sempiterno é que seria sem fim. Isso seria um erro de ignorância ou de propósito? E esclareço que incluí aqui, também, o latim por causa da importante “Vulgada Latina” de São Jerônimo no ano de 405 ou 410.
Lembro que outros tradutores, principalmente espíritas, têm feito, também, esse trabalho de correção das traduções da Bíblia, entre eles, Pastorino e Severino Celestino.
Deus é infinito como o são também todos os seus atributos. E assim, quanto à sua sabedoria, dizemos também que Ele é onisciente, ou seja, sabe tudo, e quanto a tudo que Ele criou, dizemos que Ele criou com amor infinito e, pois, por Deus ser assim, é que São João o definiu como sendo amor: “Deus é amor”. (‘1 João 4: 8; e 1 João 4: 16). E até uma igreja evangélica pentecostal foi fundada por David Miranda com esse nome “Deus é Amor”. E o Papa Bento XVI lançou também uma Encíclica com o nome latino “Deus Caritas Est”, em português “Deus é Amor”.
E para esclarecer mais o assunto dessa coluna de hoje, repetimos parte do que dissemos na que teve o título: “O Deus amor aniquila a ideia do Inferno sempiterno”, principalmente, para os que não a leram: “Mas, com certeza, alguém dirá que o Inferno eterno ou sem fim está na Bíblia”. E aqui cabe o esclarecimento. O significado verdadeiro do adjetivo eterno em português é tempo indeterminado e não sem fim, como aprendemos. Ele corresponde às palavras bíblicas “olâm” (hebraica do Velho Testamento) e “aionios” (grega do Novo Testamento), cujos significados são de tempo indeterminado e não sem fim. E essas duas palavras correspondem ao “eternus” em latim que, também, significa tempo indeterminado e não sem fim. No hebraico, sem fim é “ein sof” correspondente ao grego “aion”, ao latim “sempiternus” e ao português sempiterno. Leão XIV, de fato, está certo, pois aprendemos errado o ensino da Bíblia. Graças a Deus, portanto, podemos dar adeus ao Inferno sempiterno, pois, ele é mesmo eterno e não sempiterno!”
José Reis Chaves é professor aposentado de português e literatura, formado na PUC Minas, ex-seminarista Redentorista, jornalista, escritor, entre seus livros: "A Reencarnação na Bíblia e na Ciência" e "A Face Oculta das Religiões", Ed. EBM-Megalivros, SP, ambos lançados também em Inglês nos Estados Unidos e tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Kardec, Ed. Chico Xavier. contato@editorachicoxavier.com.br Cássia e Cléia. Programa “Presença Espírita na Bíblia, na TV Mundo Maior” e coluna no jornal O Tempo de Belo Horizonte. Vídeos de palestras e entrevistas em TVs no Youtube e Facebook. Email: jreischaves@gmail.com).

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