foto/JCoutinhomaimai/reprodução
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| será assinado nesta segunda-feira, dia 12, em Piracicaba, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz |
Área importante do agronegócio internacional, a citricultura brasileira passará a contar com uma união estratégica a partir do estabelecimento do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura - CPA Citros. O novo centro, com sede na Esalq, é fruto do convênio que englobará esforços da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) no combate às doenças da citricultura.
No total, o acordo que será assinado nesta segunda-feira, dia 12, na Esalq, em Piracicaba (SP), prevê aporte de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos. A principal linha de trabalho do CPA Citros será promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar outros já estabelecidos, visando o controle do greening, particularmente nas áreas de conhecimento ainda não cobertas atualmente.
“O greening exige esse esforço institucional e científico pela sua capacidade de impactar, negativamente, a produtividade dos pomares, colocando em risco a sustentabilidade de uma cadeia produtiva. O CPA Citros foi concebido para descobrir caminhos e, muito em breve, oferecer respostas ao manejo mais eficaz da doença. Nosso trabalho terá o foco de atender essa demanda tão importante e minimizar o impacto nas safras”, reforça a pesquisadora Lilian Amorim, pesquisadora da Esalq/USP e diretora do CPA Citros.
Para o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o CPA Citros representa uma conquista construída de forma coletiva e representa um avanço estratégico para a citricultura. “O centro materializa a união de esforços em torno de um objetivo comum: o fortalecimento sustentável da citricultura paulista. A iniciativa reforça o compromisso do setor com o enfrentamento do greening e com o desenvolvimento de soluções que assegurem a viabilidade econômica e fitossanitária da atividade no futuro”, afirma Ayres.
Atuação – As principais linhas de pesquisa acadêmica do CPA Citros envolvem o entendimento das interações patógeno-planta-vetor, com ênfase na histopatologia, fisiologia e metabolismo do hospedeiro (citros), genética da interação planta-patógeno-hospedeiro e consequências das mudanças climáticas. As pesquisas englobam o manejo do greening, com ênfase em resistência genética do hospedeiro e em medidas de controle químico, biológico, físico e cultural da bactéria e de seu vetor.
Outra linha aplicada de pesquisa, voltada à mitigação de danos e aumento da produção, dará ênfase ao sistema de produção, nutrição das plantas e redução dos danos, avaliação de perdas, risco de ocorrência da doença e análise econômica das medidas de manejo e seus impactos. No futuro, pesquisas com outros aspectos da cultura poderão ser desenvolvidas.
Além da Esalq e do Fundecitrus, o CPA Citros contará com pesquisadores de outras unidades da USP (Cena, FZEA, FCFRP), UFSCar, Unicamp, Instituto Biológico, Unesp, IAC e Embrapa. Pesquisadores de instituições estrangeiras, como Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento - Cirad (França), Conselho Superior de Pesquisas Científicas-CSIC (Espanha), Instituto Andaluz de Pesquisa e Formação Agrária, Pesqueira, Alimentar e da Produção Ecológica-Ifapa (Espanha), Universidade da Flórida (EUA), Universidade da Califórnia (EUA), Departamento de Agricultura e Pesca, Governo de Queensland (Austrália), Universidade de Durham (Inglaterra), Universidade de Cambridge (Inglaterra), Universidade de Warwick (Inglaterra) e Universidade do Algarve (Portugal) também atuarão como colaboradores.

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