FolhaGeral: Em Jales nada definido sobre candidaturas a deputado estadual ou federal

 Pesquisa divulgada

na última quarta-feira (dia 12) – pela Genial/Quaest – mostra que a maioria dos brasileiros aprovam a megaoperação policial realizada contra a facção criminosa Comando Vermelho, em 28 de outubro no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos.

A maioria (67%)

aprova a ação policial. A minoria (25%) reprova a mesma ação. Perguntados se houve exagero no uso da força pelos policiais: 67% disseram não houve e 29% disseram que houve. Mas 55% dos entrevistados não desejam essa operação em seus estados.

A pesquisa ouviu,

pessoalmente, 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios, entre os dias 6 e 9 de novembro. Pode-se ver que a maioria da população deseja o combate eficiente ao crime organizado. Mas se incomoda com o exagero praticado.

Em Brasília (DF),

na Câmara dos Deputados, está marcada para a próxima terça-feira (dia 18) a votação do Projeto de Lei 5.582/25 – Antifacção, de combate ao crime organizado, recebido do Poder Executivo em 31 de outubro, 3 dias após a megaoperação policial.

O Brasil já tem

a Lei 12.850/2013 – Lei das Organizações Criminosas e a Lei 13.260/2016 – Lei Antiterrorismo. De início, o Projeto de Lei 5.582/25, enviado pelo Poder Executivo à Câmara dos Deputados, causou muitas discussões.

Houve deputados

e especialistas em Direito que defenderam ideias de compatibilizar as Facções do Crime Organizado com as Organizações Criminosas ou o Antiterrorismo. Porém, haveria inconvenientes.

As Organizações

Criminosas ocorrem quando as pessoas se estruturam com divisões de tarefas com a finalidade de obter  vantagens por meio da prática ilegais. E o Terrorismo se refere ao uso de meios destrutivos para causar terror, mortes, destruição.

O Crime Organizado

é diversificado, criativo, complexo e abrangente. Para enfrentá-lo, os desafios vão além do confronto direto. Exigem estratégias integradas de inteligência e tecnologia. Eliminar ou encarcerar seus chefes só faz renovar suas lideranças.

A capital Bogotá,

da nossa vizinha Colômbia, tinha 6 milhões de habitantes e um índice de criminalidade altíssimo. Havia corrupção, indisciplina nos presídios, cartéis de drogas. A taxa de homicídios foi reduzida de 80% para 18% entre 1993 a 2006.

As medidas

utilizadas incluíam: campanhas de cidadania e a responsabilidade social, limites horários para venda e de bebidas alcoólicas, melhores condições de vida e mais oportunidades esportes e lazer, tratamento da violência como problema de saúde pública.

A redução

extraordinária da criminalidade na capital Bogotá, no país onde o traficante Pablo Escobar dominava, é um dos exemplos que nos fazem enxergar que aqui no Brasil os políticos estão interessados apenas em obter vantagens eleitorais.

Não é possível

que cada eleitor, sozinho, tente fazer o melhor possível para melhorar o país e consiga resultados positivos. Mas uma coisa é certa: quem não se deixar enganar e preferir cuidar bem de si mesmo e dos seus familiares, só terá motivos de satisfação.

Em 4 de outubro

do próximo ano, serão realizadas eleições aos governos federal. estaduais, 2/3 do Senado, deputados federais e estaduais. Politicamente, Jales caminha devagar na definição de um nome a disputar vaga à Assembleia Legislativa de São Paulo ou à Câmara Federal.

Falou-se muito

no nome do prefeito Luís Henrique como provável candidato representando Jales e região em nível estadual. Para essa concretização, Luís Henrique terá que se compor com políticos de peso de Jales e da região.

Poderá ser

uma missão desconfortável, tendo em vista o posicionamento dos líderes políticos locais que se mostram desencantados com a política jalesense. Ainda há o fato de que já existem comprometidos com outros candidatos.

Se contar apenas

com o eleitorado jalesense não dá para eleger nem um suplente. Enquanto isso, por outras regiões, é bem possível que já estejam definindo candidatos a candidatos, tanto para a Assembleia Estadual como Câmara Federal.

Em Ilha Solteira,

há poucos dias, o ex-prefeito da cidade, Otávio Gomes, com a presença do ex-deputado federal Vadão Gomes e Gilberto Kassab, Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de SP, teve seu nome lançado candidato a deputado federal. O lançamento foi em Santa Clara d`Oeste.

Provavelmente,



o deputado estadual Itamar Borges deverá disputar mais uma vez o pleito estadual, representando Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto, onde deverá aglutinar ao seu nome mais eleitores. E ainda, percorrerá o trecho entre as duas cidades captando votos.

O deputado

Carlos Pignatari, também não se sabe se disputará a reeleição ou tentará galgar degraus mais altos da política. Em 2022 ele fez uma campanha estrondosa, mas não alcançou o objetivo desejado. Foi reeleito, com apenas 105.245 votos, bem menos do que seus concorrentes próximos.

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