José Renato Nalini
Todos somos responsáveis pelo estado
crítico do clima. Desperdiçamos muito. Consumimos muito. Não nos
conscientizamos de nosso dever de preservar o planeta para as futuras gerações.
Costumamos culpar os outros,
principalmente governos e poder econômico. Mas nos esquecemos de que
pequeníssimas condutas geram resultados gigantescos.
É óbvio que há grandes emissores de
gases poluentes causadores do efeito-estufa. Mas o maior vilão nas grandes
cidades – o trânsito – é algo que nos afeta. Nós contribuímos para agravá-lo.
Usamos o carro em demasia e não preferimos andar a pé, ou de bicicleta, ou usar
o transporte coletivo em vez desse veículo tão egoísta que é o automóvel.
Também deixamos de consumir etanol,
embora seja o combustível limpo que o Brasil inventou e que, mais utilizado,
manteria os níveis de comprometimento da atmosfera nos índices que os humanos
suportariam sem as enfermidades que matam, silenciosamente, cada vez mais.
Todavia, é claro que as empresas têm
uma responsabilidade potencializada. E estas devem procurar contribuir para que
haja possibilidade de vida no futuro. Como é obrigação de todos, de acordo com
o artigo 225 da Constituição da República.
Uma boa iniciativa é a plataforma da
FGV – Fundação Getúlio Vargas, que mede anualmente as emissões de gases de
efeito estufa. Divulgou-se que 1,3 mil inventários de emissões referentes a
2024 foram divulgados neste 2025. O volume de companhias brasileiras engajadas
na metodologia vem aumentando. É consequência da agenda ESG e da constatação de
que fenômenos extremos têm acontecido com frequência e intensidade maior.
Completo a boa notícia com a
disponibilização gratuita, pela FGV, de orientação técnica necessária para o
cálculo das estimativas de emissões desses gases. Isso faz parte do Programa
Brasileiro GHG Protocol, que tem dados registrados desde 2008.
Se você trabalhar em uma empresa que
ainda não faz parte dessa cruzada, por favor, acione os responsáveis para que
participem do controle, como a primeira forma de reduzir emissão e de prolongar
a aventura humana sobre este machucado planeta.
*José Renato Nalini é
Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e
Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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