Michael Coldibeli Campos,membro do Conselho
Diocesano de Leigos da Diocese de Jales
Vivemos
num mundo muito acelerado e agitado onde a falta de tempo se tornou parte de
nossa rotina. Infelizmente, junto a isso, uma situação ainda não totalmente
superada é o isolamento, reflexo da Covid. Outra situação é o excesso de uso de
redes sociais, pessoas criaram seu pequeno mundo particular e perderam o prazer
e a alegria de viver em comunidade e partilhar, isso trouxe sequelas, o aumento
dos males da ansiedade, depressão, entre outros.
Por
outro lado deste isolamento, vemos muitas pessoas participando de eventos
religiosos online, tudo isso realmente é muito bonito, vivendo sua fé
particular em suas casas. Porém, isso precisa nos levar a refletir: e a
vivência cristã no dia a dia? E os frutos de toda essa fé?
“Os
cristãos leigos e leigas que vivem sua fé no cotidiano, nos trabalhos de cada
dia, nas tarefas mais humildes, no voluntariado, cuja vida está escondida em
Deus, são o perfume de Cristo, o fermento do Reino, a glória do evangelho. Eles
se santificam nos altares do seu trabalho: a vassoura, o martelo, o volante, o
bisturi, a enxada, o fogão, o computador, o trator”. (CNBB, Doc 105, 2016,nº 35
p. 28).
Essa
reflexão vem de encontro com a celebração da vocação para os ministérios e
serviços na comunidade deste Mês Vocacional de 2025, que celebramos neste
domingo, dia 24 de agosto. Nós leigos e leigas nos abastecemos de Cristo nas
missas e precisamos viver essa missão tão urgente no mundo: ser sal e luz,
parar de olhar somente para os problemas de nossas paróquias e apresentar
soluções, mas assumirmos o que é nosso.
Os
desafios atuais são muitos, temos que ser a Igreja em saída que tanto o Papa
Francisco nos pediu, ir ao encontro do outro, se articular e propor melhores
ações nas políticas públicas e sociais como apresenta a Doutrina Social da Igreja,
levar o alimento físico e espiritual, acolher com caridade e misericórdia o
pobre, o enfermo, o vizinho, o colega de trabalho. Fazer do verbo “escutar” uma
prática diária, porque só assim conseguiremos entendendo as necessidades de
nossos irmãos e irmãs e ser a presença viva de Cristo na vida de cada um deles.
Nossa
mentalidade deve ser de “criar pontes”, cultivando diálogo com o clero,
entendendo a atuação e responsabilidade de cada um. Essa é a nossa vocação: dar
testemunho de Cristo através de nossos comportamentos e ações.
A
missão pede que nós leigos e leigas, juntos com o clero, estejamos unidos para
bem cumprir o propósito da implantação do Reino de Deus, promovendo a renovação
espiritual, a conversão e a reconciliação neste ano jubilar.

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