Fundação Banco do Brasil impulsiona a reconstrução no RS com ações estruturantes e humanitárias

 O investimento incluiu ações emergenciais, como a distribuição de alimentos e água potável, e projetos de longo prazo que estão reconstruindo estruturas, gerando renda e devolvendo dignidade a milhares de pessoas.

Parcerias para a reconstrução
Divulgação Fundação BB



Já foram investidos R$ 46 milhões em iniciativas de enfrentamento à crise, incluindo ações emergenciais e projetos de longo prazo

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu a maior tragédia climática de sua história. Um ano depois, os sinais da enchente ainda são visíveis em muitas regiões, mas também é possível encontrar histórias de reconstrução e esperança, muitas delas protagonizadas por comunidades que foram fortalecidas com o apoio da Fundação Banco do Brasil.

Desde os primeiros momentos após as enchentes, a Fundação BB mobilizou aproximadamente R$ 46 milhões em iniciativas de enfrentamento à crise. O investimento incluiu ações humanitárias emergenciais, como a distribuição de alimentos e água potável, e projetos de longo prazo que estão reconstruindo estruturas, gerando renda e devolvendo dignidade a milhares de pessoas.

“Mais do que reerguer galpões ou repor equipamentos, nosso compromisso foi com a reconstrução de vidas. Acreditamos na força das redes locais, do cooperativismo e da solidariedade como caminho para a retomada da dignidade e do trabalho”, afirma Kleytton Morais, presidente da Fundação BB.

Por meio do Programa Ajuda Humanitária foram destinados R$ 16 milhões para a aquisição de alimentos, materiais de higiene e água, beneficiando 148,7 mil pessoas. Já os projetos estruturantes, que receberam quase R$ 30 milhões em investimentos sociais, ajudaram a recuperar a capacidade produtiva de empreendimentos comunitários.

Catadores e catadoras voltam à ativa

De acordo com Cristiano Benites Oliveira, coordenador do Centro SAMA (Centro de Solidariedade, Ajuda Mútua e Meio Ambiente), as enchentes afetaram diretamente a capacidade de trabalho de associações e cooperativas de reciclagem popular. “Atualmente, 35 grupos de catadores estão recebendo assistência para a retomada de suas atividades. Esse apoio se materializa na disponibilização de equipamentos e maquinários que foram perdidos ou danificados pelas águas, bem como em pequenos reparos em suas infraestruturas de trabalho, permitindo que voltem a operar em condições mais seguras e eficientes”.

Ajuda humanitária - Unisol
Divulgação Fundação BB


Para Oliveira, o suporte a esses grupos de catadores não contribui apenas para a correta gestão de resíduos e sustentabilidade ambiental, mas também garante a dignidade e a subsistência de famílias que desempenham um papel fundamental na cadeia da reciclagem. “A colaboração entre diversas entidades e a resiliência dessas comunidades são pilares essenciais para a superação dos desafios e para a reconstrução do Rio Grande do Sul”, observa.

Fortalecimento da agricultura familiar e alimentação saudável

Em Marcelino Ramos, no norte do estado, a Cooperativa CECAFES viu sua estrutura comprometida pelas chuvas. A unidade de beneficiamento de feijão, que atende 342 cooperados diretamente, está sendo ampliada com o apoio da Fundação BB. A proposta é aumentar a capacidade de secagem e armazenamento, instalar novas placas solares e adquirir veículos para logística e assistência técnica.

Reconstruir e melhorar

Para Isabeta Ody, gerente de projetos da Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Estado do Rio Grande do Sul), o apoio da Fundação Banco do Brasil foi essencial. “Foi esse apoio que nos permitiu, enquanto Unisol, cuidar dos nossos filiados, das comunidades em que atuamos e das pessoas que perderam tudo. Muitas famílias voltaram para casas onde só restavam paredes, quando restavam. Era como recomeçar do zero. A simples chegada de uma lata de tinta se tornava uma riqueza, porque ali começava a reconstrução não só do lar, mas da dignidade. A solidariedade de tantas organizações e pessoas fez a diferença quando tudo parecia perdido.”

Segundo a gerente da Unisol, as marcas da tragédia ainda permanecem, não só nos imóveis, mas na memória e no cotidiano das pessoas. “Vimos ações pontuais importantes, mas também sentimos a ausência de algumas medidas estruturantes. Ainda necessitam ações efetivas de prevenção, como limpeza de esgotos e manutenção de bombas. É urgente pensar políticas públicas que evitem que o caos se repita a cada nova chuva”, alerta Isabeta.

Caminhos para além da tragédia

Outras frentes de atuação incluíram a implantação de sete cozinhas solidárias em Porto Alegre e Canoas, a promoção de circuitos agroecológicos envolvendo 245 famílias e o apoio à comunicação popular, essencial no combate à desinformação em momentos de crise. Ao todo, as ações da Fundação BB alcançaram cerca de 50% da população em situação de vulnerabilidade em 111 municípios gaúchos.

“Seguimos ao lado de quem resiste e reconstrói. Os desafios ainda são grandes, mas acreditamos na potência dos territórios e de quem vive neles. Onde há solidariedade e união, há futuro”, finaliza Kleytton Morais.

 

Sobre a Fundação BB

Há 40 anos, a Fundação Banco do Brasil busca inspirar cada brasileiro a se tornar um agente de transformação da sociedade. A instituição acredita na força do coletivo para encontrar soluções viáveis na superação dos desafios e promoção do desenvolvimento sustentável. Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 2,7 bilhões em 10 mil iniciativas que impactaram positivamente a vida de 6,8 milhões de pessoas de 3.400 municípios no país.

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