Vereadora Franciele Matos requer esclarecimentos ao Executivo sobre o contrato entre o Município de Jales e a empresa JalesPark
A vereadora Franciele Matos (PL) é autora de uma propositura requerendo várias informações ao Poder Executivo sobre condições do contrato entre o município de Jales e a empresa Jalespark para a exploração do estacionamento rotativo Zona Azul. A propositura foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária de segunda-feira, 7 de abril, da Câmara Municipal.
Usando da tribuna, a vereadora esclareceu que “anteriormente, eu e o vereador Vanderley Vieira dos Santos, fizemos um pedido para fazerem uma rotatória no bairro Jardim São Gabriel. A resposta foi que não tinham dinheiro. A Jalespark é uma empresa cujas multas ficam no município. Como é feito o uso do dinheiro dessas multas? Como não conseguimos dinheiro para fazer uma rotatória que não demanda um gasto grande? Aonde está indo o recurso da Jalespark? Qual é a porcentagem de repasse para a Prefeitura? Então eu quero saber onde está esse dinheiro para o usarmos onde precisa”.
O parlamentar Deley Vieira (Repub) também se mostrou descontente com a empresa, ao alegar em seu pronunciamento que: “Uma rotatória onde está um caos no São Gabriel, onde é entrada e saída do município, [dizer que não tem dinheiro para fazê-la] é um desrespeito com esta Casa Legislativa. A Jalespark, cada vez mais, ao invés de se aprimorar, está piorando. Todas as notificações [do estacionamento] têm QR Code para pagar, mas ninguém consegue pagar pelo QR Code, e quando consegue, são cobrados R$ 20,00. Se isso está acontecendo, é estelionato. Estão lesando nossa população. Isso é crime”, afirmou.
Ao parabenizar Franciele Matos pela propositura, dizendo que “o requerimento é muito mais abrangente”, o vereador Luis Especiato (PT), pontuou que “Ela solicita uma série de informações, inclusive dos compromissos da empresa com o município e se estão sendo cumpridos. São os pagamentos, os repasses e como isso está sendo gerido. Acho que o Município precisa se reunir com essa empresa, e conosco juntos apoiando o Prefeito. É reclamação geral de toda a população”, concluiu ele.
Para o edil Leandro Antonio Bigotto (PL) o intuito da Área Azul, a grosso modo, é dar rotatividade ao trânsito e “não pode ser uma fábrica de ganhar dinheiro”. Segundo ele “as coisas não podem ser do jeito que algumas pessoas querem”, perguntando em seguida “E o nosso comércio? Quando as pessoas vão pegar o carro e dar uma volta no centro no sábado, pensam ‘ah, eu não vou lá, pois vou levar uma multa da Área Azul’. Acho que a discussão é bem ampla e parabenizo a Franciele pelo Requerimento e todos os vereadores, que estão empenhados nessa discussão. Sabemos que existe um contrato e tem que ser cumprido. Poderíamos pensar em um caminho e tentarmos resolver isso aí juntos”, apontou.
Por sua vez, a vereadora Andrea Moreto (PODE) mencionou que a discussão é antiga. “Isso é uma luta desde quando nós entramos aqui para que algo fosse feito sobre a situação da Jalespark. Sabe por que a fábrica da multa não para? Porque vai para o bolso da Jalespark. Por que não indica o valor da multa para apoiar entidades? Isso é um roubo à luz do dia. Divida essa multa com as entidades que, após a pandemia, passam dificuldade para acolher moradores. O dinheiro que é tirado do município é implantado em quê?”, questionou.
O vereador Bruno Henrique de Paula (PL), presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal, disse que luta pelo rompimento do contrato entre a Jalespark e a Prefeitura há quatro anos. “Fiz um Requerimento logo que entrei [no primeiro mandato], pedi o contrato e solicitei saber quanto a empresa arrecadava. Em 2021, era cerca de R$ 1,5 milhão por ano, afora as multas que são para o município. Vamos marcar uma reunião com a empresa, pedir para que o responsável possa vir à Câmara e tirar as dúvidas de todos os Vereadores. É um absurdo, eles não têm bom senso”, declarou. foto/ascom/cmjales/divulgação(fonte/ascomcmjales).
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