Presidente da Feninfra participará da instalação da frente parlamentar sobre precarização de serviços de telecomunicações em São Paulo

 

Vivien Mello Suruagy, presidente da Feninfra

Na quinta-feira (24/4), a presidente da Feninfra (Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática), Vivien Mello Suruagy, participará do lançamento da Frente Parlamentar para Discutir a precarização do trabalho na área de telecomunicações no Estado de São Paulo. O evento, que ocorrerá às 10 horas no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa paulista, reunirá especialistas e autoridades para debater os desafios do setor, com destaque para a atuação de empresas clandestinas.

Vivien Suruagy integrará a mesa de discussões e abordará os riscos da precarização dos serviços de telecomunicações, especialmente aqueles prestados por empresas informais que operam à margem da lei. “Além de prejudicar trabalhadores com condições laborais degradantes, essas organizações agravam o caos nos postes, colocando em risco a segurança da população”, alerta.

Uma das principais preocupações de Vivien é justamente a situação crítica dos postes no Estado, como em todo o Brasil, reflexo da falta de regulamentação clara por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em junho de 2024, o Decreto Presidencial 12.068 determinou as regras para compartilhamento dessas estruturas entre distribuidoras de energia e operadoras de telecomunicações. No entanto, em julho do mesmo ano, a Aneel arquivou o processo de regulamentação sem justificativas técnicas e rejeitou um recurso da Feninfra que pedia a retomada das discussões.

Enquanto isso, os postes seguem abarrotados de fiações irregulares, emaranhados de cabos e estruturas sobrecarregadas, cenário que facilita ligações clandestinas, serviços ilegais e roubo de cabos. “A solução exige uma ação conjunta entre Aneel e Anatel, com fiscalização efetiva. Não há justificativa para a omissão em uma questão que afeta a conectividade, a segurança pública e a soberania nacional”, afirma Vivien.

A presidente da Feninfra rebate narrativas que tentam transferir a responsabilidade do caos nos postes para as operadoras de telecomunicação. “É fake news dizer que o problema é do setor de telecom. A gestão dessas estruturas é obrigação da Aneel e das concessionárias de energia, que recebem recursos para fiscalizar, mas não cumprem seu papel”, alerta.

Estimativas do setor apontam aproximadamente 17 milhões de postes no Brasil estão em situação crítica, muitos ocupados por milhares de empresas clandestinas que atuam no setor de telecomunicações. “A inércia no enfrentamento do problema permite que criminosos e operadoras ilegais prosperem, colocando em risco trabalhadores e a população”, afirma Vivien.

A Frente Parlamentar surge como um espaço urgente para pressionar por mudanças. “Defendemos uma gestão organizada dos postes e outros problemas que afetam nosso setor, com regras claras e fiscalização rigorosa. A sociedade não pode continuar refém da negligência da Aneel”, reforça a presidente da Feninfra. O novo colegiado de deputados foi oficialmente instituído em fevereiro de 2025 pela Assembleia Legisla

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